Em sua coletiva de imprensa prévia à estreia na Copa América 2019, neste domingo, às 19h (de Brasília), contra o Equador, no Mineirão, o técnico da seleção do Uruguai, Óscar Tabárez, mostrou que não consegue esquecer uma das mais duras derrotas de sua carreira, mesmo com ela tendo ocorrido há exatas três décadas.
Em 1989, o Brasil sediou o torneio da Conmebol e encarou a Celeste na última rodada do quadrangular final, em um jogo que acabou sendo uma "final", já que o ganhador terminaria como campeão.
Em um Maracanã lotado por 148.068 pessoas, o time comandado por Sebastião Lazaroni ganhou por 1 a 0 e levantou a taça, causando enorme decepção a um técnico que estava iniciando sua carreira: justamente Óscar Tabárez, que, 30 anos depois, é novamente o comandante do Uruguai.
Ao comentar sobre o jogo, o veterano de 72 anos mostrou memória afiada e recordou até mesmo como foi o gol brasileiro, que acabou fazendo a Celeste amargar o vice.
"Aquela final foi muito parelha. Perdemos por conta desses detalhes do futebol. Foi uma bola do Mazinho para o Romário. Futebol é assim. Nós nos preparamos, planejamos tudo e... Perdemos", recordou.
Ele acertou na mosca: aos 4 minutos do segundo tempo, Mazinho tabelou com Bebeto e cruzou na medida para o Baixinho, que cabeceou com perfeição para fazer explodir o Maracanã.
Tabárez, porém, abriu um sorriso ao falar do respeito que tem pelo país vizinho.
"Eu tenho muito respeito e admiração pelo futebol brasileiro, porque foi depois de sua grande derrota, aquela do Maracanã (em 1950), que o país se tornou Pentacampeão do mundo. Muitas vezes, as equipes crescem a partir de derrotas. Eu sou um grande admirador do aprendizado que vem das derrotas", filosofou.
A Copa América 2019 será a 6ª que Tabárez disputará na carreira, em suas diversas passagens pela seleção uruguaia. Ele foi campeão em 2011, batendo o Paraguai por 3 a 0 na final, dando à Celeste seu 15º título no torneio.
