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Copa América: técnico da Venezuela tenta afastar trauma que Palmeiras lhe causou no Brasil

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Crise na Venezuela: jogadores da seleção, Rondón e Chancellor respondem sobre o assunto (1:57)

Dupla conversou com a imprensa antes do treino desta terça-feira (1:57)

16 de junho de 1999. Rafael Dudamel, goleiro do Deportivo Cali, até converte a primeira cobrança, mas vê seu time perder a disputa de pênaltis para o Palmeiras na final da Copa Libertadores de 1999. No jogo de ida, os colombianos triunfaram por 1 a 0, enquanto que foram derrotados por 2 a 1 no então Parque Antártica, o que levou a decisão do título para a marca da cal.

À época, ele já era um arqueiro renomado no futebol sul-americano e com passagem pela seleção venezuelana, pela qual disputou ao todo mais de 50 partidas entre 1993 e 2007.

A um dia de completar 20 anos daquela final, Dudamel irá pisar em um gramado brasileiro novamente. Em uma nova função e com um novo desafio.

O agora técnico da Venezuela terá a missão de, na Copa América, dar sequência ao bom trabalho que tem feito. A Vinotino estreia na competição neste sábado diante do Peru, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, às 16h (de Brasília).

Vice-campeão mundial com a equipe sub-20 em 2017, ele levou a seleção principal ao 29º posto do - ranking da Fifa, igualando a melhor performance da história do país - a lista foi atualizada nesta sexta, e os venezuelanos caíram para a 33ª colocação..

Nos últimos oito amistosos oficiais, foram quatro vitórias, três empates e só uma derrota. No período, a seleção alcançou o seu segundo triunfo na história diante da Argentina e acaba de vir de um 3 a o sobre os Estados Unidos.

O que explica esse sucesso e qual é o papel do treinador nisso?

“O crescimento foi mais notório pelos resultados alcançados, mas sempre houve crescimento, evolução, às vezes um pouco mais lento, às vezes mais notório, forte. As conquistas marcam a dimensão do resultado. Qual é minha participação nisso? A contribuição do selecionador, do técnico, do gerente, do líder, do homem que questiona, a qualidade humana. Com a experiência e a preparação buscamos tirar o melhor de nossos grandiosos futebolistas”, disse o treinador em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

“A verdade é que me surpreendeu, porque tive técnicos que são muito de falar com a comissão técnica, mas o professor Dudamel é muito próximo aos jogadores, fala muito com os jogadores, e me alegra que seja assim próximo e muito amigo também”, afirmou o atacante Darwin Machís antes do treinamento de quinta-feira.

"Sabemos o quão importante tem sido o trabalho do professor, ele tem demonstrado com bastante claridade", declarou o zagueiro Yordan Osorio.

Depois da decisão de 1999, Dudamel ainda passou por diferentes times da Venezuela e da Colômbia e até pelo Mamelodi Sundows da África do Sul e parou como jogador em 2009. Já em 2010, começou a carreira de técnico no Estudiantes de Mérida, passou também pelo Deportivo Lara e pela seleção sub-17. Desde 2016, ele dirige as equipes sub-20 e a principal de seu país.

Herdeiro?

O hoje goleiro titular da seleção venezuelana é Wuilker Fariñez, que curiosamente joga na Colômbia, onde defende o Millonarios.

O atleta de 21 anos foi titular na campanha do vice do Mundial sub-20, vive bom momento e até foi especulado como possível alvo do Barcelona.

“Wuilker nos surpreende em cada treino, nos surpreende em cada jogo, não somente pelo rendimento na equipe, como também por fazer crescer seus companheiros. Não é fácil de nenhum posto, ainda mais de goleiro, ganhar a admiração dos companheiros e dos rivais. E ele tem essa capacidade”, contou Dudamel.