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Presidente do RB Bragantino faz previsão sobre futebol brasileiro: 'Quem ficar preso, vai sucumbir'

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Libertadores em 'três ou quatro anos': Presidente do Bragantino revela planos para próximas temporadas (0:50)

Marquinho Chedid falou sobre o que espera da parceria com a Red Bull (0:50)

Na última terça-feira, o Red Bull Bragantino, time formado a partir da fusão entre Red Bull Brasil e Bragantino e que disputará a Série B em 2019, explicou como será o funcionamento da nova equipe.

Na coletiva de apresentação da equipe, em São Paulo, o presidente do Bragantino, Marquinho Chedid, fez uma previsão sobre o futebol nacional: se os clubes, principalmente os os pequenos e médios, não se modernizarem e buscarem parceria ou alternativas como a encontrada pelos alvinegros com a Red Bull, estarão fadados a sumirem em alguns anos.

"Muitas pessoas me perguntam por que eu fiz a parceria. Nós precisamos mudar o futebol brasileiro. Da forma como está indo, os clubes pequenos do interior do Brasil e São Paulo vão sucumbir", afirmou.

"Vocês sabem como o futebol do interior de São Paulo já foi forte, e quantos clubes deixaram de existir nos últimos anos. Então, esse modelo que existe hoje no futebol brasileiro tem que ser mudado, e estamos na vanguarda disso. Nós entendemos que o modelo que estamos implantando junto com a Red Bull vai fazer um futebol fortalecido, com investimento sério. Não vai ter clube endividado, clube não pagando imposto, clube repassando dívida pra frente. O futebol brasileiro tem que ser mudado", repetiu.

"O clube hoje é sadio financeiramente, equilibrado, mas a gente sofre muito para manter isso. Na maioria das vezes, é a família (Chedid) que tem colocado (dinheiro) para manter assim. Teve a fase áurea, e teve fases difíceis também. Uma folha de R$ 300 mil por mês, a gente não arrecada isso na cidade. Então, nós tínhamos que tomar uma decisão de eternizar o Bragantino, trazer um parceiro forte, para que, juntos, possamos fazer um futebol paulista mais forte. Estou muito satisfeito", complementou.

Marquinho se emocionou ao lembrar o último pedido do pai, Nabi Abi Chedid (que dá nome ao estádio do "Massa Bruta"), no leito de morte: que não deixasse o Bragantino acabar. Essa acabou sendo a grande motivação para aceitar a fusão com o Red Bull Brasil.

"Quando meu pai estava na UTI, quase para falecer, ele pediu só um favor para mim: não deixar o Bragantino morrer. E eu estou cumprindo essa promessa. Mantivemos o clube sadio, pagando todas as dívidas trabalhistas. Hoje, me sinto confortável ao fazer essa parceria, pois estarei cumprindo, além do que prometi a Bragança Paulista e ao futebol brasileiro, um compromisso que fiz com meu pai", salientou.

Questionado se seu pai teria feito algo igual enquanto mandatário do Bragantino, inclusive aceitando a mudança no escudo do time de Bragança que a Red Bull fará em 2020, Chedid foi enfático.

"Meu pai sempre foi um cara de vanguarda. Desde quando ele esteve na CBF, sempre teve visão. O futebol mudava, e meu pai mudava sempre junto. Temos que adaptar. O mundo está cada vez mais globalizado, dependendo muito do celular e das redes sociais, as informações vêm e vão rápido, e os clubes precisam se modernizar. Se ficar preso no tempo... Tem que respeitar a tradição sempre, mas quem ficar preso no tempo vai sucumbir. Meu pai faria muito mais do que eu estou fazendo", bradou.