Léo Jabá foi um dos jogadores que ajudou o PAOK-GRE a quebrar uma fila de 34 anos sem títulos do Campeonato Grego. A equipe da cidade de Salônica conquistou o troféu de forma invicta, com 25 vitórias e quatro empates, deixando para trás os poderosos clubes: AEK, Olympiacos e Panathinaikos.
"Ser campeão é muito bom ainda mais por tudo que trabalhamos no dia a dia pra poder chegar. Foi uma noite linda, especial minha família aqui podendo comemorar comigo esse dia histórico e com os fãs fazendo uma linda festa", disse, ao ESPN.com.br.
Foi apenas o terceiro título grego do time na história.
Revelado no Corinthians, o atleta de 20 anos foi para o Akhmat Grozny, da Rússia, em 2017. Ano passado, ele transferiu-se para o Paok, da Grécia. Além de ter as mesmas cores da equipe de Parque Jorge, existem outra coincidências com o time grego.
"Eles são muito apaixonados e doentes, mas isso para mim é normal joguei no Corinthians e são meio parecidos", garantiu o jogador, que marcou sete gols e deu 11 assitências em 36 jogos na temporada.
O Paok, que completou 94 anos no último sábado, é comandado por Razvan Lucesu, filho do lendário Mircea Lucescu (ex-comandante do Shakhtar Donetsk).
Nos acréscimos, o português Vieirinha entrou no lugar de Dimitris Pelkas. O capitão, que sofreu uma ruptura nos ligamentos do joelho na rodada anterior, passará alguns meses fora de combate, mas foi ao gramado para receber aplausos da torcida e levantar o troféu.
Após o apito final na goleada por 5 a 0 contra o Levadiakos, os torcedores do Paok fizeram uma festa incrível no Estádio Toumba.
Para coroar a temporada dos sonhos, o Paok ainda pode conquistar a Copa da Grécia. O time venceu a primeira partida da semifinal contra o Asteras Tripolis.
Veja a entrevista com Léo Jabá:
Como foi ser campeão logo em sua primeira temporada na Grécia?
Sensação única, muito bom ser campeão ainda mais pelo fato de entrar na história do clube na minha primeira temporada!
Qual o tamanho do feito de vocês?
Enorme, ser campeão é muito bom ainda mais por tudo que trabalhamos no dia a dia pra poder chegar agora e ter a recompensa do título que não vinha há 34 anos. Foi uma noite linda, especial porque minha família aqui conseguiu comemorar comigo esse dia histórico e com os fãs fazendo uma linda festa.
Como é a torcida do Paok? Os gregos têm fama de ser fanáticos...
O carinho é fora do normal, as crianças quando me veem imitam minha comemoração e os mais velhos também. Então, isso me deixa muito feliz porque mostra que estou fazendo meu papel dentro de campo bem. Eles são muito apaixonados e doentes, mas isso para mim é normal porque joguei no Corinthians e são meio parecidos. Mas aqui vivi coisas que no Brasil jamais viverei, só quem está aqui para saber.
Quais situações já passou com eles?
O maior presente é o reconhecimento de todos. Você os vê agradecendo, usando sua camisa, fazendo música com seu nome e isso não tem preço. Isso tudo é conquistado dentro de campo.
Pretende ficar na Grécia?
Tenho contrato aqui, sou feliz e me sinto em casa no Paok, mas tenho sonhos. Mas deixo o futuro na mão de Deus e com meus empresários. Meu foco é terminar bem a temporada aqui e ir pra férias curtir a família.
Você acompanha o Corinthians? Foram campeões no mesmo dia, por coincidência...
Claro, tenho amigos lá e sempre procuro estar assistindo os jogos. Ontem não conseguir assistir pelo fato de estar comemorando o título aqui, mas fiquei feliz por eles terem conquistado o Campeonato Paulista.
