Segundo apurou a ESPN, o sentimento da alta cúpula do Palmeiras com o ataque de torcedores ao ônibus do time, ocorrido na última quarta-feira, antes da vitória por 3 a 0 sobre o Junior Barranquilla, era de incredulidade com o ocorrido.
Na visão da diretoria, a ação dos vândalos contra o patrimônio do clube não faz sentido, já que a equipe já passou por muitos momentos piores em anos recentes, e raramente houve ações em que tamanha violência foi empregada.
Cartolas compartilham a visão de que gritos de protestos tanto fora do estádio quanto nas arquibancadas são normais e fazem parte do futebol, mas não agressões diretas como as ocorridas na noite de quarta.
Há também a impressão de que o elenco do Verdão pode ter sido "usado" em meio ao racha que existe atualmente entre facções da principal torcida organizada do clube, e que o ataque ao ônibus pode ter sido um "aviso" de outras atitudes que estão por vir.
A reportagem também apurou que a nota oficial divulgada pela equipe palestrina condenando a ação dos torcedores só foi divulgada após a partida para que não houvesse problema no confronto da Libertadores ser disputado normalmente. O sentimento era de "jogar primeiro, falar depois".
Quanto aos vândalos envolvidos no ato criminoso, a Polícia Militar deteve alguns suspeitos, e agora investiga quem são e de qual grupo participam, para tentar evitar novos ataques à delegação alviverde.
Além disso, o Palmeiras impediu que os jogadores dessem entrevistas na zona mista do Allianz Parque após a partida.
A diretoria tratou de proteger o plantel, fornecendo escolta e atuando de forma a precaver que atletas tivessem novos problemas no retorno para suas casas.
Nesta quinta-feira, o grupo comandado por Luiz Felipe Scolari volta a treinar às 15h30 (de Brasília), em trabalho fechado para a imprensa.
Na próxima rodada da Libertadores, o Palmeiras visita o Melgar, dia 25 de abril, às 23h (de Brasília). Se empatar, já estará classificado às oitavas de final.
