Contratado por empréstimo pelo São Paulo, Vitor Bueno ficou conhecido no Brasil por uma ótima temporada de 2016 com a camisa do Santos. Apesar disso, o meia tem uma relação antiga com alguns ídolos do clube do Morumbi.
O jogador nascido em Monte Alto, interior paulista, foi um talento precoce. Após atuar em uma Copa São Paulo pelo Comercial de Ribeirão Preto com apenas 15 anos, passou pelo Monte Azul-SP e Bahia antes de chegar ao Botafogo-SP.
No time que revelou Raí e Sócrates, foi um dos destaques do vice-campeonato paulista Sub-20 de 2013, perdendo a final para o Mogi Mirim do atacante Rivaldinho, filho do pentacampeão Rivaldo. Em 2014 subiu aos profissionais e atuou por nove vezes no Paulista, sendo depois o destaque da equipe que foi derrotada na final da Copa Paulista pelo Santo André.
Depois, chamou atenção no Campeonato Paulista de 2015, quando o clube de Ribeirão Preto chegou até as quartas de final. As credenciais renderam elogios e comparações com um outro meia revelado na equipe do interior.
"O Raí é de Ribeirão e vi que ele me elogiou pela internet, disse que eu tinha um futuro brilhante, mas não falei com ele pessoalmente. Era um pouco comparado com ele naquela época, para mim é uma honra e um peso a mais né? Mas não me importo com isso, procuro fazer meu trabalho e fazer minha história", disse Vitor, em entrevista ao ESPN.com.br, em 2015.
Autor de um gol na vitória do Botafogo-SP sobre o São Paulo por 2 a 0 no Estadual de 2015, Vitor não tinha oportunidades com o técnico Mazola Júnior. Após a demissão do treinador, porém, ele foi aproveitado por Régis Angeli e entrou após um jogador ser suspenso.
"Tudo parecia que estava voltado para mim. Dei bastante entrevista antes, minha mãe nunca tinha visto meu jogo no estádio, mas naquele dia ela foi e a motivação foi ainda maior. Foi um dia muito bacana, pude fazer um gol e me destacar", disse.
"Depois no doping falei com o Rogério Ceni, foi bacana porque ele me elogiou, deu parabéns pelo jogo, falou que meu chute foi no contrapé sem chance. Foi muito bacana porque é um cara que representa muito para o futebol", falou.
A sorte continuou ao lado de Vitor, já que no jogo seguinte outro meia ficou suspenso e ele não saiu mais do time titular até o fim da competição. Depois diso, o Santos contratou o meia, que começou no time B antes de ser efetivado para a equipe principal.
Em 2016, Vitor viveu o melhor momento da carreira, ao anotar 13 gols em 48 jogos. Ele foi um dos maiores destaques da equipe santista na conquista do Paulistão, mas no ano seguinte não consguiu repetir a mesma sequência após voltar de uma lesão.
No meio de 2018, ele foi emprestado para o Dynamo Kyiv, mas não conseguiu se firmar. Agora, sua missão é recomeçar no Brasil na equipe do Morumbi.
