O Santos quitou, nesta segunda-feira, o salário que tinha em atraso com o elenco. O pagamento foi anunciado pelo presidente do clube, José Carlos Peres, que explicou os problemas que levaram ao impasse – segundo ele, com influência, inclusive, da morte do jogador Emiliano Sala.
“Estamos na gestão desde janeiro do ano passado e nunca atrasamos salário. O Santos tem um crédito de R$ 100 milhões, é importante que todos saibam, não estamos quebrados. Foi um problema apenas de fluxo de caixa”, disse o dirigente, antes de anunciar a quitação.
Em seguida, Peres explicou os fatores que levaram ao atraso. O clube contava com uma parte do dinheiro da venda do atacante Rodrygo ao Real Madrid, que viria através de um fundo de investimento. O grupo, porém, teria tido um prejuízo com a morte de Sala, no início do ano.
“Tínhamos uma antecipação do crédito do Real, em valor próximo de R$ 90 milhões, acabou não ocorrendo porque um fundo de investimento que ficamos em negociação por um mês, sendo que, cinco dias antes do pagamento da folha, nos avisaram que o crédito seria no dia do pagamento. Acreditamos. Infelizmente era um grupo que tinha feito o seguro do jogador Emiliano Sala, cujo avião caiu, tinha uma cláusula contratual que esse grupo estava segurando”, afirmou.
“(Os responsáveis pelo fundo) Tiveram prejuízo muito grande, não só nos direitos que o jogador foi vendido (ele se transferiria do Nantes para o Cardiff), mas seguro de vida. O grupo recuou pelo desembolso no esporte e acharam que não deviam mais trabalhar no futebol, por isso nos deram essa dor de cabeça. Acreditamos muito nesse crédito e acabou não acontecendo.”
Peres afirmou que, nesse caso, o Santos não tinha “plano B” para arcar com o compromisso, por isso, o atraso. “Sempre trabalhamos para ter outra saída, mas infelizmente, nesse caso, confiamos tanto na negociação que passamos por apuros. Mas pagamos tudo”, encerrou.
