Virgil Van Dijk é hoje um dos zagueiros mais valorizados do mundo. O defensor do Liverpool e da seleção holandesa, porém, quase teve sua carreira interrompida há sete anos.
“Eu vi a morte de perto e foi uma experiência terrível”, disse o holandês em entrevista no último domingo.
Em 2012, quando jogava no Groningen, o atleta começou a sentir dores na barriga, mas se recusou a ir para o médico. Mais de 48 horas depois, finalmente cedeu à dor e foi a um hospital. Entretanto, acabou liberado pelos doutores com apenas alguns remédios.
Foi sua mãe, Ruby, que salvou sua vida. Ela dirigiu três horas até Groningen e encontrou seu filho agonizando em casa. Ela chamou uma ambulância imediatamente e só então Virgil foi operado por apendicite.
“Pela primeira vez na minha vida, o futebol não importava nada. Não era importante mesmo. Era só tentar ficar vivo. Eu e minha mãe estávamos rezando e, para ser sincero, discutindo vários cenários”, revelou o zagueiro.
“Num determinado momento, eu tive que assinar esses documentos... Era como um testamento. Se eu morresse no hospital, parte do dinheiro iria para a minha mãe”, disse. “Ninguém queria levantar o assunto, mas era preciso, porque existia o risco de morte.”
“Eu me lembro de ficar deitado na cama, só conseguia ver tubos e fios conectados no meu corpo. Ele estava quebrado, eu não conseguia fazer nada. As piores coisas passaram pela minha cabeça”, contou.
