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Se cuidasse só do futebol, lucro do Palmeiras seria 50% maior

Na última segunda-feira, o Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras aprovou as contas do clube em 2018, com destaque para o faturamento de R$ 688,572 milhões, simplesmente o maior da história alviverde, e patrimônio líquido acumulado de R$ 59,6 milhões.

A equipe do Palestra Itália ainda fechou o ano no azul: além de ter conquistado o Campeonato Brasileiro, encerrou a temporada com lucro de R$ 30,7 milhões.

Segundo dados do balanço alviverde, porém, esse lucro poderia ter sido muito maior se o Verdão não tivesse terminado no vermelho em outros dois departamentos: o clube social e os esportes amadores.

Em 2018, o clube social teve receita de R$ 52.359.088,49 e despesa de R$ 63.234.573,98, resultando num déficit de R$ 10.875.485,49. Foi praticamente o dobro do prejuízo dado em 2017: R$ 3.644.229,40.

Já os esportes amadores tiveram receita de R$ 198.139,05 e despesa de R$ 4.055.076,36, finalizando em déficit de R$ 3.856.937,31.

Logo, o prejuízo acumulado por ambos foi de R$ 14.732.422,80.

O departamento de futebol, por sua vez, foi muito mais rentável: teve receita de R$ 636.014.949,30 e despesa de R$ 590.594.357,43, resultando num superávit de R$ 45.420.591,87.

Portanto, do lucro dado pelo futebol, subtraídos os prejuízos do clube social e dos esportes amadores, chega-se ao superávit do exercício, que foi de R$ 30.688.169,07.

Ou seja: sem o desconto de R$ 14.732.422,80 dos setores deficitários de sua estrutura, o Verdão teria apresentado um lucro cerca de 50% maior ao que foi apresentado no balanço de 2018.

Para 2019, o orçamento estimado do clube paulista é de R$ 561 milhões, também já aprovado.

Vale lembrar, porém, que o Palmeiras não trabalha com a verba de TV neste ano, já que segue sem fechar acordo com a TV Globo para a transmissão de seus jogos, como mostrou a ESPN recentemente.

Se chegar a um consenso com a emissora, o caixa palestrino ganhará ainda um bom reforço.