Quase três meses depois de iniciar um projeto no Criciúma, Ricardo Rocha deixou a equipe catarinense. O anúncio oficial do fim do "casamento" entre as partes foi divulgado nesta quarta-feira pelo clube.
Foi um acordo em comum porque o clube desejava ter Ricardo Rocha mais envolvido com o departamento de futebol, mas o ex-zagueiro e campeão mundial com o Brasil em 1994 não tinha os mesmos planos.
Antes mesmo de se acertar com a equipe catarinense ele estava trabalhando no departamento de futebol do São Paulo (era o braço direito de Raí) e decidiu sair para tentar um projeto diferente. Foi quando surgiu o Criciúma.
Rocha foi contratado para trabalhar na assessoria institucional do clube. Então, ele comparecia em reuniões, tratava da imagem do clube. Chegou a renegociar uma verba que o Criciúma tinha para receber da CBF e estava pendente e vinha tratando há algumas semanas de um novo patrocínio de camisa.
A ideia dele era prosseguir com esse trabalho, mas o clube vem em má fase no futebol (uma vitória nos últimos cinco jogos) e a pressão (inclusive de torcedores) para que Rocha passasse a ser mais presente no dia a dia era grande.
Ele chegou a se reunir com a diretoria e informar que não tinha interesse e que para estar envolvido dessa forma teria de ter um cargo como diretor de futebol e também morar na cidade. Aliás, este foi outro fator que pesou. Hoje a vida do ex-jogador está mais concentrada em compromissos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
NOTA OFICIAL DO CRICIÚMA
O Criciúma Esporte Clube comunica de forma oficial o desligamento de Ricardo Rocha, que ocupava a função de assessor de futebol do clube, através de sua empresa. O encerramento do contrato foi feito em comum acordo entre as partes envolvidas.
O Criciúma, em nome da diretoria, agradece Ricardo Rocha pelo profissionalismo e dedicação durante o período a serviço do clube e deseja sucesso nos próximos desafios.
