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Cruzeiro oficializa patrocínio de banco pensando em R$ 150 milhões e um milhão de contas abertas e cutuca Corinthians/BMG

O Cruzeiro oficializou nesta quarta-feira (6), em Buenos Aires, o Banco Renner como patrocinador máster de sua camisa. A marca que aparecerá na camisa do banco chama-se "Digi +", uma plataforma criada exclusivamente para os torcedores do clube.

O clube está na capital Argentina para a estreia da Raposa na Copa Libertadores, contra o Huracán, na quinta-feira, dia 7.

As peças publicitárias da parceria terão a a assinatura "O Banco Digital do Cruzeirense". Tal protagonismo ao torcedor se deve ao fato de o montante a ser recebido pelo banco - além do mínimo já existente - depender do número de contas abertas na plataforma.

O Cruzeiro vai receber 50% dos lucros gerados nesse projeto desenhado exclusivamente para o clube, que traz inclusive uma raposa em sua logomarca azul e branca.

No início relutantes em divulgar valores, o diretor do futebol do clube, Renê Salviano, diretor de marketing celeste, fala que o clube sonha com arrecadar até R$ 150 milhões com a parceria.

"Não há limites", fez questão de enfatizar o dirigente. Já João Urbaneja, presidente do Renner, acredita que mais de um milhão de contas possam ser abertas graças à parceria com a agremiação.

"O presidente (do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá) fala em 10 milhões de torcedores. Logo, 10% disso, um milhão de contas, é um número aceitável", afirmou o executivo.

Todos os porta-vozes presentes à coletiva, porém, procuraram não atribuir ao torcedor do clube a responsabilidade de fazer com que o Cruzeiro receba seu valor de patrocínio.

"O objetivo não é abrir conta. Se fosse assim, faríamos uma patrocínio convencional. O objetivo é nos associarmos a uma marca vencedora e vencermos junto", disse João Urbaneja.

PIONEIRISMO

Se o modelo de negócio do Cruzeiro com o Banco Renner soa familiar, é porque ele se trata de uma ideia muito parecida com a que BMG e Corinthians anunciaram em 17 de janeiro.

O "Meu Corinthians BMG" também funciona com repasse de 50% dos lucros do que for obtido na plataforma digital ao clube.

Renê Salviano e João Urbaneja fizeram questão de enfatizar que o modelo apresentado nesta quarta foi pioneiro na sua concepção.

"Não tivemos pressa em divulgar, porque queríamos deixar tudo funcionando, apresentar direito. Houve clubes que que se apressaram e as coisas não estão funcionando inteiramente", disse Salviano.