Autor do único gol da vitória do Barcelona sobre o Real Madrid pelo Campeonato Espanhol, no último sábado (1), em pleno Santiago Bernabéu, Ivan Rakitic não tem a mesma badalação de outros colegas como Messi ou Suárez.
Mesmo assim, o jogador é um dos pilares da equipe catalã desde que chegou ao Camp Nou, em 2014.
Filho de croatas e nascido na Suíça, ele começou no Basel, time que se profissionalizou na temporada 2004/2005. Na equipe, o meia conheceu o lateral-esquerdo Kléber, que teve passagens por Corinthians, Santos, Internacional e seleção brasileira.
"Era um moleque sensacional. Tinha respeito e carinho pelos jogadores brasileiros que impressionava. A gente conversava bastante e tínhamos uma boa amizade à época", disse o brasileiro, ao ESPN.com.br.
Revelado no Parque São Jorge, Kléber foi campeão do Paulista, do Brasileiro (99) e do Mundial (2000) antes de ir para a Europa. Ele jogou no Hannover-ALE antes de ir para o Basel-SUI por uma temporada e meia.
"Ele achava o Ronaldinho Gaúcho e o Ronaldo Fenômeno jogadores fora de série, gostava mesmo. Eu não era tão experiente, tinha 24 anos, mas já tinha vivido algumas coisas. Joguei com caras diferenciados como Rincón, Edílson, Marcelinho, Vampeta, Luizão...Ele tinha curiosidade em saber como era o futebol aqui", afirmou.
Mesmo atuando apenas seis meses com Rakitic, já que o brasileiro foi para o Santos em 2006, Kléber já percebia que seu colega de time poderia chegar longe no futebol.
"Ele era um garoto muito família e tranquilo, não era empolgado com o sucesso. Era muito badalado desde a base, mas já demonstrava um profissionalismo enorme mesmo com apenas 18 anos. Ele tinha suas qualidades. Nosso treinador acreditava demais no potencial dele", afirmou.
"O Rakitic jogava como segundo volante no Basel. Não me surpreendeu esse sucesso dele. Quando entrava nos jogos sempre dava conta, mesmo sendo jovem. Tinha muita qualidade".
O meia já era um dos principais jogadores da equipe suíça na época. Em 2007, foi vendido ao Schalke 04, no qual permaneceu por quatro temporadas antes de ir para o Sevilla. Na Espanha, a Liga Europa antes de se mudar para o Barcelona, em 2014.
"Ao longo da carreira, ele aprendeu muito jogando pela seleção croata e em outros países. Calou a boca de alguns que acreditavam que não era o jogador que o Barça precisava, mas que é fundamental ao time hoje", analisou.
No Camp Nou, Rakitic se firmou como titular no meio de campo, ocupando a vaga de Xavi. Ele venceu três vezes a Liga Espanhola, a Champios League e Mundial de Clubes. Ano passado, ele foi vice-campeão da Copa do Mundo pela seleção croáta.
"Ele despontou e hoje é um ícone no futebol. É titular do Barcelona desde que chegou e foi uma trajetória muito gratificante para ele. Vejo comentários que duvidam se ele é o cara, mas ele sempre mostrou o futebol dele. Nunca teve altos e baixos, só evoluiu. Fico feliz por ter conhecido e visto o quanto poderia crescer. Não é tão que ele é um dos principais jogadores do Barça", contou.
"O Rakitic aparece tanto par a mídia porque não é aquele que todo mundo vai lá e fala bem. Mas é totalmente eficaz naquilo que faz. Eu gosto de vê-lo jogar", finalizou.
