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Neymar pai fala de Copa do Mundo, imprensa, cai-cai, publicidade e filho 'crescidinho'

Em entrevista ao SporTV, Neymar pai falou da imagem do filho após a Copa do Mundo de 2018, da fama de cai-cai do atacante do Paris Saint-Germain e também da publicidade envolvida em texto criticado de uma campanha da Gillette.

O empresário admitiu que o camisa 10 precisava ter um "artifício" para escapar das faltas contra jogadores mais fortes fisicamente: "Podem falar que é cai-cai e que simula. Ele não simula, é um artifício que ele usa desde a base, desde quando se profissionalizou".

"Eu falei para ele, toda dividida que você entrar, você vai perder, mas chegar antes, sim. Se você ver que vai receber o choque, que esteja projetado no ar. Você pode colocar uma vareta de churrasco, jogar para o alto, pegar uma marreta de ferro e dar no meio, não quebra. Mas apoia no solo, qualquer toque vai quebrar", explicou.

"Eu precisava dar essa advertência para o meu filho, que ele não ia vencer, então ele precisava ter inteligência dentro de campo até estar maturado para disputar. E nessa de cai-cai levamos ele a um erro. (...) Não estou criticando quem fala que ele é cai-cai ou não, estou falando que a arbitragem tem que ter entendimento para poder coibir certas coisas, saber se é ou não simulação".

A Copa de 2018, por sinal, transformou Neymar em piada mundial com as chamadas "simulações". Para tentar amenizar a situação, Neymar fez uma campanha com a Gillette que foi criticada dentro e fora do Brasil, e o pai do jogador revelou por que decidiram pela propaganda.

"Foi uma ideia da Gillette. Aprovamos (o texto). O que que a Gillette, naquele momento, queria? O que que a gente queria? Era experimentar qual seria o nosso alcance. Vamos colocar o negócio aqui no Brasil e vamos ver, onde o negócio vai repercutir? E repercutiu no mundo inteiro", disse.

"Mas não é na campanha publicitária, a gente devia uma diária pra Gillette e a Gillette precisava colocar alguma coisa. Não é porque perdeu que a Gillette não ia fazer a sua ação, entendeu? Se a gente ganhasse, a Gillette estava preparada para fazer a ação dela. Mas se perdesse, ela também tinha o direito de fazer a ação dela. Eu não tinha como me furtar disso, porque isso está dentro de um contrato".

Neymar pai também foi questionado se aceitaria o filho ficar "livre" de sua influência.

"Eu acho que o meu filho hoje está bem crescidinho. Já é bem adulto, tem 27 anos, para saber o que ele acha que é bom para ele. Se é continuar ouvindo meus conselhos ou não. Ele não está amarrado ou preso em um sistema de opressão, pelo contrário. É um cara muito feliz e livre para fazer o que ele quiser, e da forma que quiser. Mas eu estar na vida do Neymar não significa que eu controlo. Eu administro a carreira do Neymar, é diferente", explicou.

"Eu tenho a gestão de carreira dele. Não dá para o Neymar, como um atleta profissional e do tamanho que se encontra, tomar conta da carreira dele. Ele não consegue fazer a agenda comercial. O Neymar tem uma gestão de carreira de sua imagem, da celebridade que ele virou".

"Não estou na vida dele para falar o que acontece dentro de campo. Tenho certeza que o Neymar tem muito mais talento que eu para me ensinar, eu não tenho que ensinar. Eu tenho conselhos de pai. A gente não vai se furtar, nunca, de ele ser júnior e eu Neymar", afirmou.