O VAR será a grande novidade do Campeonato Brasileiro de 2019. Os clubes aprovaram a proposta nesta sexta-feira, um ano depois de rejeitarem a tecnologia por não chegarem a um acordo financeiro. De 2018 para agora, não houve redução do valor, mas sim na divisão do pagamento.
Segundo a maioria dos clubes que foram contrários à proposta no último ano, o fato de a CBF cobrar exclusivamente das equipes o uso da tecnologia dificultou a aprovação. Agora, a entidade será responsável pela maior parte do pagamento, enquanto os clubes gastarão R$ 6,8 milhões no total.
O VAR vai custar R$ 49 mil por partida, sendo que os clubes pagarão R$ 18 mil, e a CBF os R$ 31 mil restantes. No total, a entidade gastará R$ 11,78 milhões, e as equipes R$ 6,84 milhões.
Considerando os R$ 18 mil assumidos pelos times por partida, o investimento de cada um dos 20 clubes para ter o VAR em todas suas 38 partidas na Série A será de R$ 342 mil no total.
" Brigamos lá atrás que a CBF deveria pagar tudo ou, pelo menos, compartilhar os custos, o que aconteceu. Os clubes vão pagar R$ 18 mil de R$ 49 mil por jogo. Foi um progresso. Em função disso, aprovaram por unanimidade", avaliou o vice-presidente do Atlético-MG, Lásaro Cândido.
Historicamente, já houve 21 jogos com árbitro de vídeo no futebol nacional. Foram 13 na Copa do Brasil, três no Carioca, dois no Pernambucano, um no Gaúcho e um no Catarinense.
