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Fluminense: Quem é e como joga o meia Caio Henrique, emprestado pelo Atlético de Madrid

Aposta das categorias de base do Santos, Caio Henrique Oliveira Silva deixou a Vila Belmiro antes mesmo de estrear entre os profissionais. Após receber uma oferta do Atlético de Madrid, o jovem embarcou rumo à Espanha no começo de 2016.

Esse foi o início da carreira da jovem promessa do clube paulista. Depois de passar um tempo nas equipes inferiores do clube colchonero, ele foi integrado aos comandados por Diego Simeone em 2016-17, mas teve poucas oportunidades na Espanha.

Agora no Fluminense, após atuar pelo Paraná no Campeonato Brasileiro de 2018, o jogador busca afirmação. Aos 21 anos, chega por empréstimo até o final da temporada.

Estilo de jogo

Caio Henrique surgiu no Santos sendo tratado como um jogador de grande visão de jogo e que ditaria o ritmo da equipe, organizando os ataques.

"Eu gosto muito de atuar como segundo volante, vindo mais de trás, gosto muito de ter a bola, iniciar as jogadas e armá-las", disse Caio ao ESPN.com.br.

No entanto, no Paraná, seu último clube, teve uma função diferente. Foi adiantado para ser o camisa 10 da equipe, armando o jogo no ataque. Pensando nisso, o jogador se vê encaixando facilmente no Fluminense.

"Creio que nesse sentido o Fernando Diniz e seu estilo de comandar uma equipe, de como ele gosta, vai ser muito bom pra mim, muito positivo. Gosto muito de como as equipes dele atuam, e creio que eu vou me encaixar muito bem dessa forma".

Caio Henrique tem a grande oportunidade de provar o motivo pelo qual foi contratado pelo Atlético de Madrid.

Experiência na Espanha

Em 2016, o atleta deixou o Santos e embarcou para a Espanha. A chegada no Atlético de Madrid foi algo novo, diferente para o menino de 18 anos na época. Os primeiros jogos ocorreram pela equipe B do clube, até ser integrado a equipe de Diego Simeone.

O jogador tem a carreira gerenciada por Deco, Falcão e Jorge Mendes (empresário de Cristiano Ronaldo).

A maior dificuldade foi a distância da família: "Senti bastante a falta da minha família e dos meus amigos no começo. Nunca tinha saído de casa antes. Estava muito frio em Madrid e como sou da Baixada Santista não estava acostumado".

O ida para a Espanha aconteceu por um desejo do Atlético de Madrid. Com o contrato próximo do final, os espanhóis fizeram uma proposta e o jogador rumou a Madri.

"Já tinham alguns observadores do Atlético de Madrid me monitorando. Eles fizeram uma oferta. Conversei com a minha família e aceitei. Era o melhor a fazer naquele momento", revela.

Apesar das poucas chances no time principal, Caio Henrique vê como válida a experiência no exterior.

"Costumo falar que o futebol na Espanha, principalmente com o Simeone, é muito mais intenso. Então é algo que eu aprendi com ele e com o Atlético de Madrid, que é impor intensidade no jogo, velocidade, estar sempre em movimento. Além de toda a parte tática, das linhas de marcação. Foi uma escola muito valiosa em minha vida", conta Caio.

E com Simeone, Caio viveu bons momentos. A fama de durão, de nunca parar e de tirar o máximo dos jogadores é real, tanto que Caio ri ao relembrar uma história com o argentino.

"Em uma partida contra o Sporting Gijón, nós estávamos vencendo por 4 a 1. Ele estava louco na beira do campo maluco. Gritava e gesticulava. A gente no banco de reservas comentava: ‘Mas falta só um minuto para o jogo acabar'. Isso nos passa muita vontade e confiança quando entramos em campo. Cada bola em campo, cada dividida precisamos ganhar. Isso é o segredo do Atlético de Madrid".

Capitão na seleção e chegada ao Paraná

Em 2017, o jogador foi capitão da seleção brasileira sub-20 no Sul-Americano, que terminou na 5ª posição. O desempenho abaixo do esperado é algo que Caio não sabe explicar.

"Tínhamos um time muito qualificado naquele sul-americano, vários jogadores jcom alguma rodagem e nome no futebol brasileiro e mundial. Difícil entende porquê não fizemos uma boa campanha, porque tínhamos tudo para isso, tínhamos uma comissão técnica muito qualificada também".

O volante foi emprestado ao Paraná para a disputa do Campeonato Brasileiro, sendo um dos principais reforços do clube para a competição. O desempenho do clube paranaense foi fraco e a equipe foi rebaixada com apenas 23 pontos, 20 a menos do que o 16º colocado, Vasco.

"A experiência no Paraná foi muito enriquecedora para mim. Amadureci demais com o ano que tive por lá, nunca havia jogado uma Série A de Campeonato Brasileiro, nem mesmo pelos profissionais aqui no Brasil, então me fez crescer e viver situações que nunca havia vivido. Óbvio que fica a tristeza pelo resultado final, queríamos ter mantido o time na elite, mas individualmente foi algo que me fez evoluir".

No Fluminense, Caio espera ter o melhor ano da carreira. Sob contrato com o Atlético de Madrid até 2021, o jogador tem multa rescisória milionária, de 30 milhões de euros (cerca R$ 127 milhões).

O clube enfrenta o Americano no Campeonato Carioca nesta quinta-feira (24), às 21h30.