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No Liverpool, Klopp é 'um amigo e um verdadeiro sargento' com seus jogadores

Jurgen Klopp é um dos personagens mais cativantes da Premier League. Intenso, seja sorrindo ou gritando, o treinador do atual líder da competição concedeu entrevista exclusiva à ESPN na última sexta-feira e contou sobre a sua peculiar relação com o grupo de jogadores.

“Entre os jogos, não é que estou sempre lá e nós constantemente nos abraçamos! Não é assim! Mas é sempre pelo jogo, e pelo trabalho, nada pessoal. Sou ambos: um amigo e um verdadeiro sargento”, afirmou o treinador do Liverpool, que enfrenta o Arsenal neste sábado, às 15h15, com transmissão da ESPN Brasil e do WatchESPN.

O lado ‘parceirão’ do comandante aparece enquanto tudo está indo bem. Mas se faltar empenho... Aí é preciso aguentar a raiva do alemão.

“Se temos um treino e os meninos não estão bem, sou provavelmente a pessoa que mais grita no mundo. É perda de tempo. Contanto que a gente não perca tempo, não tenho problema com o clima bom antes dos treinos. E também durante os treinos. Mas espero 100% de concentração. A relação em geral que temos é repleta de confiança e fé. Isto é verdade, dos dois lados”, contou Klopp.

Surpresa com os brasileiros

O elenco do Liverpool ganhou dois brasileiros nesta temporada: Alisson e Fabinho. O treinador alemão já sabia da qualidade de seus novos contratados, mas se surpreendeu com o talento do goleiro com os pés.

“Bom, talvez (me surpreendi) que o Alisson seja um jogador de futebol tão bom. Sempre foi claro que ele é um jogador muito influente com a bola. Mas que ele era tão bom… Não via assim, honestamente. Talvez porque a Roma jogava com um estilo diferente. Foi uma pequena surpresa. Uma ótima surpresa!”, disse.

Quanto ao meio-campista, que foi reserva durante boa parte do início da temporada, Klopp reforçou a necessidade de um período de adaptação.

“Só precisava de um pouco de tempo. Não era nem um pequeno problema. Era só porque todo mundo perguntava todo dia sobre isso, quando ele ia ser titular, mas nunca foi um problema. Foi fácil e tranquilo para ele? Acho que não. Como um jogador, você quer chegar e jogar desde o primeiro dia, e ser o herói por 90 minutos. É assim que funciona. Isto é bom”, comentou.

As boas atuações recentes do atleta ex-Monaco, entretanto, não surpreendem.

“Nem por um segundo duvidei do Fabinho”, cravou.