Pressionado pela surpreendente derrota para o Crystal Palace no fim de semana, o Manchester City foi a Leicester enfrentar o time da casa - e encontrou mais um jogo duro, sendo derrotado por 2 a 1.
Com muita posse, mas pouco efetividade, o time de Guardiola perdeu a segunda seguida de virada, algo que não acontecia desde 2016, quando foi derrotado por Chelsea e também por Leicester, o campeão naquele ano.
Na partida deste Boxing Day, a impressão é que o time de Manchester só despertou para a necessidade de vencer o jogos nos minutos finais, quando sofreu a virada.
Com o resultado, o City para em 44 pontos e fica a sete do líder Liverpool, que venceu o Newcastle, e vê o Tottenham, que bateu o Bournemouth, ultrapassá-lo no segundo lugar.
Já o Leicester, com 28, chega à sétima posição na tabela.
E vale a nota: Guardiola só venceu uma em cinco partidas em Leicester, desde que assumiu o comando do Manchester City - soma dois empates e duas derrotas.
O JOGO
Quem saiu na frente foi o time visitante, que jogou sem os brasileiro Fernandinho e Gabriel Jesus, lesionados. .
Não que o Manchester City seja conhecido por jogar sem calma. Mas o lance que abriu o placar saiu com excesso de tranquilidade, até para os parâmetros dos Citizens.
Como mera consequência de uma longeva troca de passes, Aguero, da meia-lua, viu Bernardo Silva entrando na área. Ele recebeu e, da marca do pênalti, livre, bateu na saída de Schmeichel par fazer 1 a 0, sem qualquer trabalho.
O City tocava a bola como queria. E, ao Leicester, restavam os contra-ataques. Para azar dos comandados de Guardiola, no entanto, sempre que chegava - com poucos toques e velocidade - dava trabalho. E assim veio o empate.
Vardy recebe lançamento em profundidade de Maddison, pela esquerda, avança e limpa a jogada. Do bico da grande área, ele coloca com perfeição no costado da zaga, e Albrighton, aos 19, cabeceia no chão, sem chance para Ederson, e empata.
O City, com De Bruyne liderando a criação, jogava preferencialmente com Sané, em profundidade - Sterling pouco pegava na bola. E seguia sua toada, inabalável.
Foi com o alemão que apareceram as melhores jogadas. Como aos 36. Após boa enfiada do belga, Sané invadiu a área e cruzou para trás, para Agüero, que bateu por cima.
Aos 38, começou uma blitz de mais de um minuto do Leicester. Primeiro, Vardy aproveitou-se de erro da defesa e saiu frente a frente com Ederson, que fez boa defesa. A bola seguiu com os Foxes, que tentaram repetir a jogada do gol, com outros personagens.
Dessa vez, quem cruzou foi Albrighton. E quem concluiu foi Choudhury, de pé direito, meio sem jeito, fraco, e Ederson fez nova defesa.
Na segunda etapa, mudou só o lado mais explorado pelo City. Ao contrário do primeiro tempo, quem mais pegava na bola era Sterling. E, no contra-ataque, o Leicester tentava surpreender, como aos 21: Vardy recebeu boa enfiada de Maddison, mas bateu prensado, com Stones, desperdiçando.
Se é verdade que sofria pouco, também é fato que o City, embora ficasse muito com a bola, finalizava pouco ao gol. Foi nesse contexto que David Silva foi a campo, no lugar de um cansado De Bruyne.
Com paciência, o time de Manchester seguia valorizando a posse de bola, de maneira inócua. E, assim, levou a virada, aos 36.
Ricardo Pereira, que entrara havia pouco, aproveitou rebote de Sané, após cobrança de escanteio, e acertou um belíssimo chute cruzado, que Ederson não alcançou.
Como esperado, o City partiu alucinadamente para o ataque, Mas era tarde. Em jogada dura, Delph ainda seria expulso,
A derrota foi o prêmio pela falta de vontade de vencer. Há algo errado no reino de Guardiola.
AGENDA
Na próxima rodada, o Leicester recebe o Cardiff em casa. O City vai ao St. Mary's Stadium, encarar o Southampton.
