Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, e Genaro Marino, candidato ao cargo derrotado no pleito de novembro, serão alvo de sindicância no clube por conta oferta de patrocínio feita ao clube pela empresa Blackstar.
Nobre foi quem apresentou Rubnei Quícoli, representante da companhia, a Genaro Marino que, por sua vez, protocolou a intenção de patrocínio na secretaria do clube, às vésperas da eleição.
Além da dupla, o conselheiro Marcio D'Andrea, que assinou como testemunha da protocolação da intenção do patrocínio, também pode ser chamado para esclarecimentos.
A abertura da sindicância foi decidida na noite de quinta-feira, em reunião do Conselho Deliberativo do clube. O número mínimo de 50 assinaturas para abertura do processo foi em muito superado.
As punições podem ir de advertências verbais a expulsão do quadro de associados, em última instância. Suspensões por períodos determinados também podem ser sugeridas.
Seraphim Del Grande, presidente do conselho deliberativo, pretende informar os cinco nomes que formarão a comissão até o sábado, no máximo.
"Antes do Natal,quero ter isso definido", diz ele. Na avaliação de Del Grande, a sindicância deve estar concluída em pouco tempo.
"Não tem um prazo. Mas, pela importância da questão, eu acho que em um, dois meses, haverá definição quanto a possíveis punições", afirma Seraphim.
"É uma situação inédita, pela maneira como foi feita a protocolação, às vésperas da eleição e a possível falsificação das garantias", diz Del Grande, há mais de 40 anos militante na política do clube.
Na visão de Seraphim, a apresentação de uma pessoa que vai negociar com o clube passa por um conhecimento mínimo sobre ela.
"O mínimo que você precisa fazer é pesquisar", diz. "Se você vai comprar um pneu usado de alguém, a primeira coisa a se fazer é jogar o nome da pessoa no Google. Daí, já dá para ficar sabendo quem é", avalia, sobre as afirmações de Nobre e Marino de que não conheciam Rubnei Quícoli suficientemente.
Esta, contudo, não foi a primeira vez que Paulo Nobre esteve com o executivo da Blackstar. O ex-dirigente esteve com Rubnei em 2016, quando presidente do clube, com o intuito de discutir uma possível compra do Allianz Parque e um contrato de patrocínio ao time de futebol profissional. Mas os dois negócios não seguiram em frente.
Na última terça-feira, o presidente Mauricio Galiotte exibiu documentos que, segundo ele, atestam falsificação das garantias bancárias oferecidas pela empresa e inexistência de conta bancária em nome da Blackstar no banco HSBC.
Quícoli, por sua vez, refuta a falsificação e, para tanto, exibe um printscreen com um email do HSBC que, segundo ele, atesta que a empresa possui, sim, uma conta no banco.
