<
>

Athletico Paranaense bate o Junior nos pênaltis e é campeão da Sul-Americana

Foi com muita emoção. Mas o Athletico Paranaense é o campeão da Copa Sul-Americana. Nesta quarta-feira, depois de um empate por 1 a 1, que persistiu na prorrogação, com direito a pênalti perdido pelo Junior Barranquilla, a equipe brasileira, nas cobranças da marca da cal, superou o adversário por 4 a 3 na Arena da Baixada, em Curitiba, e confirmou o título.

O JOGO

Buscando seu primeiro título internacional, o Athletico foi para cima desde os primeiros minutos. Aos 5, Nikão bateu falta, a bola bateu em Pablo e passou por cima do travessão. No lance seguinte, foi a vez de Renan Lodi aparecer bem, mas também finalizar para fora.

Aos 14, nova chance. Lodi foi ao fundo e cruzou para Marcelo Cirino cabecear para o meio da área, mas Raphael Veiga não alcançou. Aos 23, nova boa chance do lateral-esquerdo do time paranaense, obrigando Viera a fazer uma excelente defesa.

E a pressão deu resultado logo no lance seguinte. Os colombianos saindo jogando errado, Léo Pereira recuperou e lançou Pablo. O centroavante tabelou com Raphael Veiga e, na cara do gol, não perdoou, abrindo o placar na final.

A vantagem no placar manteve o Athletico com o domínio do jogo. A última grande chance do primeiro tempo foi aos 46, quando Nikão rolou para Lucho González e o argentino, de primeira, bateu para fora.

Se a primeira metade foi do time da casa, os visitantes tomaram conta da segunda etapa. Aos 8, a primeira boa chance, com Luis Díaz obrigando Santos a fazer ótima defesa. Quatro minutos mais tarde, veio o empate. Díaz bateu o escanteio, Gómez subiu mais do que todo mundo e ficou fácil para Téo Gutiérrez mandar para o gol.

E por pouco o Junior não conseguiu a virada em duas oportunidades criadas por Díaz. Na primeira, ele bateu na saída de Santos e mandou para fora. Na outra, ele bateu forte, obrigando o goleiro a fazer uma ótima intervenção.

Depois disso, o jogo se tranquilizou, com as duas equipes se resguardando, sem se jogar ao ataque, com medo de levar um gol e perder o título. A decisão, então, foi para a prorrogação.

O tempo extra começou movimentado, com oportunidades dos dois lados. Pelo time colombiano, como sempre Díaz infernizava a zaga atleticana. Do outro lado, Marcinho, que acabara de entrar, era quem mais tentava.

Na segunda etapa da prorrogação, o torcedor do Athletico sofreu por alguns instantes. Yony González tentou driblar o goleiro Santos e foi derrubado. Pênalti para o Junior. Na cobrança, porém, Barrera tentou acertar o ângulo e isolou a bola.

Título decidido nos pênaltis

A igualdade persistiu e a definição ficou para as penalidades. Narvaéz começou as cobranças e abriu a contagem para o Junior. Jonathan também fez o dele para empatar. Fuentes carimbou a trave. Raphael Veiga, um dos destaques, converteu. Pérez marcou o segundo dos colombianos. Bergson foi para a cobrança e não desperdiçou. Téo Gutierrez isolou. Renan Lodi, uma das revelações, mandou para fora. O goleiro Vieira cobrou e fez. Mas, Thiago Heleno marcou o gol do título histórico.

FICHA TÉCNICA:
ATHLETICO PARANAENSE (BRA) 1 (4) X (3) 1 JUNIOR BARRANQUILLA (COL)

Local: Estádio Joaquim Américo, em Curitiba (PR)
Data: 12 de dezembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Público: 40.263 torcedores
Renda: R$ 2.084.560,00
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Assistentes: Christian Schiemann (Chile) e Claudio Rios (Chile)
Árbitro de vídeo: Julio Bascuñan (Chile)
Árbitros de vídeo assistentes: Piero Maza (Chile) e Carlos Astroza (Chile)
Cartões amarelos: Jonathan e Wellington (Atlético-PR); Yony González, Narváez, Gómez e Piedrahita (Junior)
Gols: ATLÉTICO-PR: Pablo, aos 25 minutos do primeiro tempo JUNIOR: Téo Gutiérrez, aos 12 minutos do segundo tempo

ATHLETICO-PR: Santos, Jonathan, Léo Pereira e Thiago Heleno e Renan Lodi, Bruno Guimarães, Lucho González (Wellington) e Raphael Veiga; Nikão (Bergson), Marcelo Cirino (Rony) e Pablo (Marcinho). Técnico: Tiago Nunes

JUNIOR: Viera, Fuentes, Rafael Pérez, Marlon Piedrahita e Jefferson Gómez (Ávila); James Sánchez (Yony González), Luis Díaz, Jarlan Barrera (Moreno) e Víctor Cantillo; Luis Narváez e Téo Gutiérrez Técnico: Julio Comesaña