As chuteiras coloridas são as favoritas dos jogadores de futebol na atualidade. No Barcelona, contudo, o brasileiro Rafinha é exceção: antes da lesão que o afasta dos gramados, ele atuava com um modelo todo preto. Só que a explicação não é exatamente a preferência pessoal...
A fabricante de materiais esportivos Adidas entrou, nesta terça-feira, com processo contra o meio-campista, por um suposto descumprimento de contrato de patrocínio. A informação é de uma fonte do tribunal provincial de Amsterdã, na Holanda, à Agência Efe.
No processo, a empresa alemã exige que o jogador, filho do tetracampeão mundial Mazinho, volte a utilizar chuteiras e acessórios identificados, em treinos, jogos e eventos com a imprensa, além de uma indenização de 100 mil euros (R$ 434 mil), segundo o jornal "De Telegraaf".
Rafinha, que se recupera de lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, assinou um acordo de patrocínio com a Adidas em 2013, com vencimento em junho de 2018, na Holanda - o que motivou a abertura do processo ser em tribunal de Amsterdã.
A empresa alemã aponta que o jogador não respondeu a uma solicitação de extensão de contrato feita no meio deste ano. A falta de manifestação permitiria a ampliação automática, até março de 2023.
Rafinha, por sua vez, considera que o acordo com a Adidas já está encerrado e, por isso, utiliza chuteiras da companhia japonesa Mizuno, embora, esteja pintando o calçado, para esconder a logomarca, até o fim do processo na Holanda.
A previsão é que o caso seja julgado em duas semanas, com o veredito sendo anunciado no dia 18 de dezembro, segundo apurou a Agência Efe
