Segundo revelou nesta terça-feira o jornal The Times, os clubes da Premier League serão obrigados a garantir que pelo menos metade de seus elencos principais seja formada por jogadores ingleses após o "Brexit" (saída do Reino Unido da União Europeia).
A proposta, que limitaria a 12 o número de estrangeiros em um elenco de 25 jogadores, será apresentada formalmente às equipes da elite durante esta semana, de acordo com o diário.
"Os times da primeira divisão inglesa estão sob pressão para chegar a um acordo com a FA (Associação de Futebol da Inglaterra) por conta do 'Brexit'", diz a reportagem.
"Se eles não conseguirem, podem enfrentar um pesadelo, no qual todos os jogadores com passaporte da União Europeia teriam que atender os mesmos critérios de estrangeiros sem passaporte europeu para ter um visto de trabalho na Inglaterra", observa.
No momento, cada clube pode ter até 17 estrangeiros. Com as novas regras, cinco dessas vagas seriam removidas.
Isso significaria mudanças profundas nos elencos da Premier League. Atualmente, 13 dos 20 times da liga possuem mais de 12 gringos em suas equipes principais.
Cinco clubes, incluindo Manchester City e Tottenham, estão no limite, enquanto outros quatro, com Chelsea e Liverpool, têm 16.
As agremiações teriam que se adequar até o ano de 2020, que é o prazo dado pelo Governo para que as mudanças do "Brexit" sejam oficializadas.
Há algumas exceções, como os casos de Paul Pogba e Romelu Lukaku, do Manchester United, por exemplo.
Apesar deles serem estrangeiros (nasceram na França e na Bélgica, respectivamente), ambos fizeram categorias de base na Inglaterra, por United e Chelsea. Por isso, são considerados jogadores homegrown ("criados em casa"), e não seriam contados como gringos.
Por outro lado, o Tottenham teria um estranho problema: o volante Eric Dier é inglês, mas mudou-se jovem para Portugal e fez a base no Sporting. Por isso, ele é considerado atleta non-homegrown, e não conta como inglês, e sim como estrangeiro.
O baixo número de jogadores britânicos na Premier League é evidente.
Na última rodada da competição, por exemplo, só 62 dos 220 titulares eram ingleses, ou 28% - pouco mais de 1/4.
CONFIRA A LISTA DE GRINGOS DOS GRANDES
Manchester City (17 atletas)*
Sergio Agüero, Claudio Bravo, Danilo, Kevin De Bruyne, Ilkay Gündogan, David Silva, Vincent Kompany, Aymeric Laporte, Fernandinho, Riyad Mahrez, Eliaquim Mangala, Benjamin Mendy, Bernardo Silva, Nicolás Otamendi, Leroy Sané, Ederson, Oleksandr Zinchenko
*Gabriel Jesus, por ter 21 anos, não conta como estrangeiro
Tottenham (17 atletas)
Toby Alderweireld, Serge Aurier, Mousa Dembélé, Eric Dier, Christian Eriksen, Paulo Gazzaniga, Son Heung-min, Érik Lamela, Fernando Llorente, Hugo Lloris, Georges-Kévin Nkoudou, Lucas Moura, Dávinson Sánchez, Moussa Sissoko, Jan Vertonghen, Michel Vorm, Victor Wanyama
Chelsea (16 atletas)
Marcos Alonso, Kepa Arrizabalaga, César Azpilicueta, Willian, Willy Caballero, Olivier Giroud, Eden Hazard, Jorginho, N’Golo Kanté, Mateo Kovacic, David Luiz, Álvaro Morata, Emerson Palmieri, Pedro, Antonio Rüdiger, Davide Zappacosta
Liverpool (16 atletas)
Roberto Firmino, Alisson, Fabinho, Loris Karius, Naby Keïta, Dejan Lovren, Sadio Mané, Joël Matip, Simon Mignolet, Alberto Moreno, Divock Origi, Andy Robertson, Mohamed Salah, Xherdan Shaqiri, Virgil van Dijk, Georginio Wijnaldum
Arsenal (15 atletas)
Pierre-Emerick Aubameyang, Petr Cech, Mohamed Elneny, Sead Kolasinac, Laurent Koscielny, Alexandre Lacazette, Bernd Leno, Stephan Lichtsteiner, Henrikh Mkhitaryan, Nacho Monreal, Shkodran Mustafi, Mesut Őzil, Sokratis Papastathopoulos, Lucas Torreira, Granit Xhaka
Manchester United (14 atletas)
Eric Bailly, Matteo Darmian, David De Gea, Marouane Fellaini, Fred, Ander Herrera, Victor Lindelof, Anthony Martial, Juan Mata, Nemanja Matic, Marcos Rojo, Sergio Romero, Alexis Sánchez, Antonio Valencia
