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Atlético-PR: Petraglia explica por que e como quer mudar escudo, talvez cores e até o nome do time

Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, é um dos dirigentes mais conhecidos do futebol brasileiro. Embora hoje não seja o presidente do clube, sua influência sobre os rumos da entidade é notória, longeva e inquestionável.

Assim, não é surpresa que seja dele o comando de um processo que vai realizar talvez a mudança de identidade mais radical na imagem de um clube grande na história do futebol brasileiro. O escudo vai mudar. As cores podem também mudar ou serem fundidas - "não se esqueça de que vermelho mais preto, dá cor-de-vinho, por exemplo", disse ele à ESPN. E até o nome pelo qual o clube é conhecido pode vir a ser outro.

"Clube Atlético tem vários: Mineiro, Boca Juniors, River Plate e nós, o Paranaense", explica Petraglia. "O Atlético-MG se apossou do prenome, porque não gosta do 'Mineiro'. Eu gostaria de que nos chamássemos 'Paranaense'. É o 'meu' nome, e é assim que somos conhecidos na América do Sul", disse o dirigente, dando a entender que o clube deve passar a dar mais ênfase ao seu gentílico estadual, como forma de se diferenciar e até se projetar internacionalmente.

"Diminuir a identidade com as mudanças? A identidade vai é aumentar. Nós contratamos empresas especializadas, as coisas não estão sendo feitas na base da opinião", diz, com firmeza, o dirigente.

A proposta é polêmica e, claro, promete encontrar bastante resistência. Como, então, conseguir aprová-la?

"Quem tem que aprovar é o conselho do clube. Eu sou o presidente do conselho do clube. Há uns anos, eu decidi não disputar o Estadual, muita gente reclamou e hoje me dão razão", diz.

É verdade. Polêmica é algo de que Petraglia jamais fugiu. Com o time sub-20, o Atlético-PR ganhou duas das seis edições que disputou do Campeonato Paranaense: 2018 e 2016. A grama da Arena da Baixada, sintética, é também a única do estilo no País, o que já atraiu críticas.

"Essa história da grama é uma bobagem inventada pelo Eurico Miranda (ex-presidente do Vasco). A grama é de altíssimo nível, aprovada pela Fifa. Isso é papo de perdedor. Os clubes tinham era de reclamar dos buracos, que inviabilizam, muitas vezes, o bom futebol", diz Petraglia, sem receios.