Sem qualquer susto, o Real Madrid cumpriu o que era esperado dele, na República Tcheca, e bateu o Viktoria Plzen por 5 a 0. No jogo em que Benzema brilhou com dois gols e uma assistência, os olhos, mais uma vez, se voltaram para o brasileiro Vinícius Jr., que fez sua estreia na Uefa Champions League.
O brasileiro entrou em campo aos 17 do segundo tempo, no lugar do próprio Benzema, quando o marcador já apontava 4 a 0 para o Real Madrid. Talvez, até por isso, o brasileiro tenha jogado com tanta desenvoltura. Com menos de dez minutos em campo, o ex-rubro-negro já anotava sua primeira assistência na competição. Foi dele o passe para Toni Kross fazer o quinto dos merengues.
Com o resultado, graças ao placar elástico, o time de Madrid assumiu a ponta de seu grupo na competição e está muito perto de assegurar a vaga nas oitavas da Champions League. A Roma, com a mesma pontuação, fica com o segundo lugar do grupo, por conta do saldo de gols.
O jogo foi fácil. Com muito espaço para cair pelos lados do campo, o Real construiu 4 a 0 na primeira etapa sem esforço. Benzema abriu o placar aos 20, após dar três dribles na área e bater na saída do goleiro.
Três minutos depois, Casemiro subiu livre, após cobrança de escanteio, no meio da área, para testar e ampliar. O terceiro não demorou. Aos 37, após cruzamento de Marcelo, Bale recebeu cruzamento de Reguilon e cabeceou para o meio da área. Benzema cabeceou para ampliar.
Aos 40, Benzema retribuiu a gentileza. Novamente em cruzamento que veio de Reguilon, o francês só deu uma casquinha na bola para Bale completar para a rede.
O segundo tempo teve a mesma toada, com o Real jogando em ritmo de treino. Foi nesse contexto que Vinícius foi a campo, pela esquerda, deslocando Bale para o comando do ataque.
Pouco depois de entrar em campo, o brasileiro fez a jogada que já está se tornando sua marca, ao avançar pela esquerda e cortar para o meio. Mas, em vez de bater para o gol, como fez contra Valladolid, ele deu passe para Kross, que entrava por suas costas. E o alemão bateu com categoria, por cima do goleiro Hruska.
O brasileiro tornou-se, então, válvula de escape do Real. Sempre que ele pegava na bola, pela esquerda, levava dois ou três marcadores. A facilidade do brasileiro de chegar à linha de fundo era impressionante. Como aos 40, quando arrancou, se livrou de dois marcadores e cruzou para trás. Infelizmente para os espanhóis, não havia ninguém para concluir.
Com a entrada de Isco, Vinícius foi deslocado para atuar com centroavante, mas sem alguém como ele mesmo para lhe criar jogadas pelas beiradas, ele não teve chance de bater a gol.
