A final entre Boca Juniors e River Plate pela Copa Libertadores nem começou e ainda tem muita coisa para acontecer.
A Conmebol estaria pensando em usar um bloqueador de sinais no banco de reservas e no guarda-roupa do vestiário de visitantes do River na primeira partida contra o Boca na Bombonera, algo que Marcelo Gallardo, técnico do River, não possa se comunicar com seus jogadores e comissão técnica de algum lugar da cidade de Buenos Aires. Tudo isso porque ele está proibido de ir ao estádio no primeiro jogo da final que acontece neste sábado, dia 10.
Esse inibidor de sinal, é um transmissor que ocupa os canais e as bandas das empresas de telefonia celular em um determinado raio de alcance, de modo que não há possibilidade de que alguém possa fazer as mudanças remotamente através de um telefone.
Dizem especialistas, que isso seria como ‘dar um tiro no próprio pé’: o bloqueador de sinais pode interferir na própria comunicação dos integrantes da Conmebol. Há muitas pessoas da Confederação no campo de jogo e na área do vestiário que precisam do celular para funcionar.
Entenda o caso:
Gallardo foi suspenso para a segunda partida das semifinais da Libertadores após ambos atrasarem a volta das equipes do intervalo no primeiro jogo. Nenhum dos dois poderia ir ao vestiário e se comunicar com seus jogadores e comissão técnica.
Mas o treinador do River desrespeitou essa punição, e no segundo jogo contra o Grêmio, em Porto Alegre, foi até ao vestiário no intervalo e durante a partida se comunicou o tempo inteiro com seus auxiliares. Logos após o jogo, o Grêmio entrou com um pedido para reverter o resultado e eliminação do clube argentino. Mas teve pedido recusado pela Conmebol e o River Plate foi confirmado na final da Libertadores
A punição para o técnico Marcelo Gallardo é de que ele terá que pagar uma multa de 50 mil dólares (pouco mais de R$180 mil) e quatro jogos de suspensão.
