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Boca Juniors e River Plate só se enfrentaram em duas finais na história; veja o retrospecto

Boca Juniors e River Plate decidirão a Libertadores 2018.

Na Argentina, o jogo já é tratado como "a maior final da história", já que são esperadas duas partidas explosivas em Buenos Aires para definir o campeão do torneio da Conmebol nesta temporada.

Finais entre Boca e River, porém, são caso raro na história do futebol. Para ser preciso, só houve duas até hoje.

A primeira foi no Campeonato Argentino de 1976, em que ambos possuiam dois verdadeiros esquadrões.

Na ocasião, o duelo decisivo foi jogado em 22 de dezembro, em campo neutro: o estádio do Racing, que ficou abarrotado por 69.090 torcedores.

O Boca do técnico Juan Carlos Lorenzo formou com Gatti; Pernía, Sá, Mouzo e Tarantini; Ribolzi, Suñé e Veglio; Mastrangelo, Taverna e Felman.

Já o River de Ángel Labruna foi a campo com Fillol; Comelles; Perfumo, Passarella e Héctor López; Juan José López, Merlo e Beltrán; González, Luque e Más.

O volante Suñé, ídolo da torcida xeneize pela raça em campo (ele tem inclusive uma estátua no Museu do Boca desde 2016) marcou o único gol do jogo, dando o título ao Boca. Foi em uma cobrança de falta que entrou no ângulo.

Curiosamente, não há filmagens deste tento, apenas registros fotográficos.

Há uma série de teorias da conspiração sobre o porquê desse sumiço, sendo duas as mais conhecidas: nos tempos de ditadura militar, o rolo de filme foi queimado por um censor que torcia para o River; ou o câmera perdeu o chute de Suñé porque não achou que o atleta, conhecido pela pouca técnica, fosse bater para o gol, ainda mais com Fillol na meta.

Questões malucas à parte, a taça de 1976 foi mais especial ainda para os bosteros por ter valido a vaga à Libertadores de 1977, em que o clube argentino conquistaria seu primeiro título continental na história.

Já a segunda final entre os rivais foi a da Supercopa Argentina 2017, que reúne o campeão do Argentino contra o vencedor da Copa Argentina.

Nessa, o River deu o troco e ganhou por 2 a 0 no estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza, para mais de 40 mil torcedores.

As equipes que disputaram esse duelo, aliás, são muito similares às atuais, e os técnicos Guillermo Barros Schelotto, do Boca, e Marcelo Gallardo, dos Millonarios, também estavam no comando.

O campeão foi escalado com Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Saracchi; Enzo Pérez, Ponzio, Fernández e Pity Martínez; Mora e Pratto - Pitty Martínez e Scocco, que entrou no segundo tempo, fizeram os gols.

Já os xeneizes foram de Rossi; Jara, Goltz, Magallán e Fabra; Barrios, Nández e Pablo Pérez; Pavón, Tevez e Cardona.

ENCONTROS EM LIBERTADORES

Apesar de nunca terem se encontrado em uma final de Libertadores, Boca e River já disputaram três mata-matas na competição continental, com vantagem dos bosteros.

Nas quartas de 2000, em que foi campeão, o Boca passou com 4 a 2 no placar agregado, após perder por 2 a 1 no Monumental de Núñez e atropelar por 3 a 0 em La Bombonera.

Já na semi de 2004, ano em que seria vice para o surpreendente Once Caldas-COL, o time azul e amarelo ganhou por 1 a 0 em sua casa e perdeu por 2 a 1 fora, mas levou a melhor por 5 a 4 nos pênaltis.

O River só conseguiu se vingar em 2015, e com muita polêmica.

Depois de ganharem por 1 a 0 em casa, os Millonarios foram atacados com gás de pimenta pelos torcedores do Boca e o jogo na Bombonera foi interrompido, com atletas do River tendo que ir para o hospital por conta dos efeitos do produto.

No fim, a Conmebol puniu os xeneizes e definiu a classificação dos alvirrubros através do Tribunal Disciplinar.

Quanto ao retrospecto de ambos em finais de Libertadores, o Boca jogou 11 (a última em 2012) e ganhou seis, enquanto o River disputou seis (a última em 2015) e ganhou três.