O técnico da seleção da Alemanha Joachim Low insisitu que tentou se encontrar com Mesut Ozil no centro de treinamento do Arsenal na segunda-feira, mas aceita que o jogador não queira falar depois de se afastar da seleção em julho, citando racismo dentro da Federação Alemã.
Low e o gerente geral Oliver Bierhoff visitaram o complexo de treinamento do Arsenal em London Colney na esperança de falar com Ozil. Ambos não tiveram contato com o meia desde o afastamento dele da seleção nacional, e disse que o clube foi informado de sua visita com antecedência.
“Mesut não estava lá e, portanto, temos que aceitar que, atualmente, ele não quer falar conosco. Eu não sei as razões”, disse o treinador em um encontro da Uefa em Nyon, na quinta-feira.
Uma fonte próxima ao clube disse ao ESPN FC que Ozil não estava no centro de treinamento naquele dia.
O tabloide alemão Bild reportou que Low e Bierhoff não foram autorizados a participar do treino “a pedido do técnico do Arsenal, Unai Emery”, que depois desmentiu a informação.
Enquanto isso, o presidente da Federação Alemã de Futebol, Reinhard Grindel, criticou a postura de Ozil, de se recusar a explicar sua decisão.
“Acho que não está certo que toda a comunicação seja recusada. Acho que seria bom entrar em conversas depois que você faz uma crítica severa em um comunicado”.
Ozil se afastou da seleção alemã após a Copa do Mundo foi ofuscado por uma fotografia que ele e Ilkay Gundogan, jogador alemão do Manchester City que também tem descendência turca, tiraram com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em maio.
Em agosto, Low disse que só foi informado da decisão pelo empresário de Ozil, não pelo próprio jogador.
Na quinta-feira, ele disse: “Eu gostaria que um jogador com quem trabalhei por um longo período tivesse me ligado, mesmo que fosse por apenas um minuto”.
“Especialmente, dado que é o Mesut, isso é estranho. E, claro, estou desapontado depois de termos trabalhado juntos por tanto tempo”.
