Ariel Holan, técnico do Independiente, adversário do Santos nas oitavas de final da Copa Libertadores, afirmou: "A Libertadores é um torneio de bairro".
A declaração foi feita nesta quarta-feira (22), durante entrevista dele ao canal Direct TV, em que ele comentava os incidentes envolvendo o volante Carlos Sánches, do Santos, que teria atuado irregularmente contra o clube argentino na terça-feira (21).
"Os regulamentos precisam ser cumpridos. Franco e Figal (jogadores do Independiente) estavam suspensos (e não jogaram). A Libertadores é um torneio de bairro. Na maneira em que se tomam as decisões, é assim (...) As entidades-mãe têm que resolver essas coisas, não os clubes", disse Holan.
O treinador também atacou a Conmebol no que diz respeito ao decorrer do jogo e à permissividade dos árbitros com jogadas violentas e com o tempo que o cronômetro fica parado. Na visão dele, o Santos fez de tudo para retardar o ritmo do jogo.
"Jogaram-se, líquidos, 45 minutos de jogo, porque os jogadores fizeram o que quiseram em campo. Nós nos queixamos que fomos mal na Copa do Mundo, mas partidas como a de ontem mostram o lixo que se tornou o futebol sul-americano muitas vezes", disparou.
"A gente vê esse tipo de jogos e depois queremos ser como a Europa, como na Champions. Temos que ser realistas e não mentir mais. Se queremos melhorar o futebol da América do Sul, temos que parar com esse negócio de que 'é a primeira, não precisa dar amarelo' e seguir batendo", disse.
"Quero um futebol sul-americano em que a gente que não se bata tanto. Porque, depois, vamos ao Mundial e somos expulsos na primeira", desabafou o treinador.
