Joao Rojas completou no último domingo a sexta partida dele pelo São Paulo no Campeonato Brasileiro e igualou o número de jogos de Marcos Guilherme no torneio, seu antecessor na posição e hoje no Al Wehda, da Arábia Saudita.
O atacante, que herdou a camisa 23 de Marcos Guilherme, foi importante na vitória do time tricolor sobre o Sport por 3 a 1, em Recife. Quando a partida estava empatada, ele deu a assistência para Nenê fazer 2 a 1.
Na jogada, ele recebeu a bola na ponta-direita e enganou o primeiro marcador ao cortar para a área em vez de fazer o cruzamento. Quando dois defensores se aproximaram, ele deu um toque estiloso para o camisa 10 marcar.
Uma grande evolução para alguém que chegou ao Morumbi como desconhecido, com grandes dificuldades de falar e entender português, vindo do modesto Talleres, da Argentina, sem ter destaque no país vizinho. Foi contratado a custo zero para jogar em uma posição importante dentro do esquema montado pelo técnico Diego Aguirre.
Naquele momento, o equatoriano sabia que substituiria Marcos Guilherme, cujo contrato de empréstimo com o Atlético-PR finalizou em junho. Se o brasileiro viveu dias difíceis no São Paulo, a despedida ocorreu no melhor momento dele.
Marcos Guilherme foi embora em lua de mel com a torcida, exaltado pelo espírito coletivo, por se sacrificar tanto na defesa como ataque e por completar as partidas sempre como um dos que mais corriam dentro de campo. Ao saber que não ficaria no São Paulo, o atacante brasileiro não conteve as lágrimas nas últimas entrevistas.
Ou seja, a tarefa de Rojas não era simples. Além de tudo isso, o equatoriano chegou durante a pausa do campeonato por causa da Copa do Mundo e estreou assim que a competição foi retomada. Teve pouco tempo de adaptação.
Mas os números do atual dono da camisa 23 em seis jogos no torneio são bons e até melhores do que os do antecessor.
De acordo com o TruMedia, a ferramenta de estatística exclusiva da ESPN, Rojas tem 245 ações com a bola (forma como o sistema mede a participação do atleta nas partidas), 102 passes certos, cinco finalizações, um gol, três assistências, seis passes para finalização, 12 desarmes, sete faltas cometidas e sete sofridas.
Também com seis jogos no Nacional, Marcos Guilherme é superior apenas em três dos nove quesitos analisados. Chutou mais vezes ao gol (8), completou mais passes (108) e fez menos faltas (6). Diferença pequena, ainda mais porque perde nos outros cinco fundamentos. Teve 213 ações com a bola, não fez nenhum gol, deu uma assistência, três passes para finalização e fez oito desarmes. Empata apenas no número de faltas sofridas: 7.
Com um resultado bom em tão pouco tempo, Rojas arrancou elogios de Diego Aguirre. E está com a moral elevada com a diretoria e a torcida tricolor.
"Ele mostra uma personalidade, uma capacidade de jogo... Adaptou-se rapidamente. Foi um reforço importante que trouxemos, acho que acertamos. Ele está jogando muito e é um jogador importante para a equipe", disse Aguirre.
