A janela de transferências na Inglaterra chegou ao fim e o Manchester United, sempre um protagonista neste período do ano, passou quase que imperceptível. Em um mercado em que principalmente Liverpool, Chelsea e times de menor expressão, como Everton e West Ham foram os maiores compradores, o maior campeão da Premier League conseguiu apenas um grande nome: o brasileiro Fred. E esse fato não deixou o técnico José Mourinho nada feliz. A mídia inglesa já fala até mesmo em "rota de colisão" entre ele e a diretoria.
A "economia" do Manchester United fica ainda mais evidente ao ver que nos dois últimos anos, foram gastos 349 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão na cotação atual), em nomes como Paul Pogba, Romelu Lukaku e Nemanja Matic. Para esse ano, além de Fred, que custou 59 milhões de euros, apenas o jovem lateral português Diogo Dalot foi contratado.
"Os clubes que competem contra nós são realmente muito fortes. Existem grandes equipes, como Chelsea, Tottenham e Manchester City. Ou estão investindo massivamente, como o Liverpool, que está comprando tudo e todos", disse Mourinho, ainda durante a pré-temporada, deixando claro que desejava que o clube ainda fizesse algum investimento alto em contratações, o que não aconteceu.
Um dos cotados na equipe era o brasileiro Willian, de quem o treinador é grande admirador. Porém, o jogador acabou permanecendo no Chelsea, que pediu alto para vender o atleta. Outra coisa que impossibilitou sua chegada a Old Trafford foi que a direção vetou a venda de Anthony Martial, algo que Mourinho já dava como certo ainda durante a excursão aos Estados Unidos.
Nomes como Ivan Perisic e Toby Alderweireld também foram cogitados, mas, assim como Willian, custavam muito e acabaram descartados. No caso de Yerry Mina, que trocou o Barcelona pelo Everton, o que pesou para uma transferência ao United não acontecer foi que o clube não gostaria de pagar grandes comissões a agentes, algo que se tornou comum no mercado de transferências.
Para o jornal Manchester Evening, esse tipo de atitude foi visto pelo técnico como uma afronta da diretoria e é provável que ele não poupe críticas quando a bola começar a rolar. Entre suas principais reclamações estaria o fato de que os dois laterais titulares da equipe, Antonio Valencia e Ashley Young, terem 33 anos e, como já estão na fase final da carreira, é possível que não atuem em todos os jogos.
