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TOP 10 Premier League: As piores transferência de fim da janela de todos os tempos

A revista inglesa "Four-Four-Two" fez um ranking das piores contratações de "deadline day" da história da Premier League.

E há brasileiros, no plural, mesmo, na lista.

Veja a relação completa abaixo:

10. Eric Djemba-Djemba, do Manchester United para o Aston Villa, em 2005
1,5 milhões de Libras (R$ 7,3 milhões)

“Tão bom que deram nome a ele duas vezes” era o generoso afago dos torcedores do United ao jogador da seleção de Camarões.

Djemba-Djemba, no entanto, não foi bem e deixou u,a imagem ruim em seus 20 jogos na Premier League pelos Red Devils. Mas isso não impediu que o Aston Villa o contratasse em janeiro de 2005.

O técnico David O'Leary acreditava que daria jeito no jogador, mas não conseguiu. Jogou apenas 11 partidas antes de se emprestado ao Burnley até o fim de seu contrato, no Verão de 2007.

9. Benni McCarthy, do Blackburn para o West Ham, em 2010
(Valor não revelado)

McCarthy havia anotado 52 gols em 140 partidas no Blackburn, tendo sido também importante na conquista da Champions League com o Porto – então o West Ham imaginou estar trazendo um centroavante perfeitamente capaz em fevereiro de 2010.

Mas os Hammers decidiram separar seu caminho do do sul-africano apenas 14 meses depois de firmarem um contrato de dois anos e meio, pagando 1,5 milhões de Libras apenas para encerra seu contrato. Por quê? Um retorno de 13 jogos, zero gol e muito tempo de departamento médico.

8. André Santos, do Fenerbahce para o Arsenal, em 2011
6,2 milhões de Libras (R$ 30,38 milhões)

Com uma boa história de laterais brasileiros com força de ataque, como Cafu, Daniel Alves, Roberto Carlos e Maicon, o técnico Arsene Wenger imaginou que a história se repetiria com André Santos. Estava enganado.

André jogou 23 partidas em 18 meses no clube e fez só dois gols. Além disso, caiu em desgraça com a torcida quando tentou trocar a camisa com Robin Van Persie, que havia deixado o Arsenal há pouco tempo.

7. Paulo Konchesky do Fulham para o Liverpool em 2010
3 milhões de Libras (R$ 14,7 milhões)

O verão de 2010 não foi muito bom para o técnico Roy Hodgson no Liverpool - e isso acabou lhe custando seu emprego no futuro.

Konchesky havia trabalhado com o técnico no Fulham, com sucesso, Mas, em Liverpool, o jogador não teve o mesmo sucesso. Foi vendido por 1,5 milhões de Libras ao Leicester em 2011 (R$ 7,35 milhões).

6. Xisco do Deportivo La Coruña para o Newcastle, em 2008
5,7 milhões de Libras (R$ 27,3 milhões)

Xisco havia impressionado, tanto pelo clube espanho quanto pela seleção espanhola sub-20. Assim, mesmo com Michael Owen, Viduka e Obafeme Martins no elenco, para a mesma posição de centroavante, o time foi em frente e o contratou.

Após pouco atuar em 2008-09, foi emprestado ao Racing Santander. Ao retornar, um ano depois, continuou sem espaço e foi emprestado ao La Coruña.

5. Afonso Alves, Heerenveen ao Middlesbrough, em 2008
10 milhões de Libras (R$ 49 milhões)

O centroavante grandalhão fez sucesso na primeira divisão da Holanda, com mais de um gol por jogo, e chamou a atenção do pequeno Middlesbrough, que lutava contra o rebaixamento na Inglaterra.

No papel, parecia ótimo. Na prática, foi um desastre. Afonso não conseguia se adaptar ao futebol inglês e fez apenas quatro gols em 31 aparições.

No ano seguinte, foi negociado com o Al-Sadd, do Qatar, onde ficou até se aposentar, em 2013.

4. Radamel Falcão, do Monaco para o Manchester United, em 2014
6 milhões de Libras (R$ 29,4 milhões)

Não parecia ter como dar errado: Falcão havia feito temporadas brilhantes pelo Porto e pelo Monaco. A tendência era ótima, com Rooney, Van Persie e Di Maria como como companheiros, sob comando de Louis Van Gaal. Mas deu.

Falcão deu quatro assistências mas deixou Old Trafford sem deixar saudades para trás. Foi para o Chelsea, onde também ficou devendo, antes de retronar ao Monaco para se redescobrir;

3. Chris Samba, do Anzhi Makhachkala para o QPR, em 2013
12,5 milhões de Libras (R$ 61,26 milhões)

O técnico Harry Redknapp reclamava dos altos salários que o Queen's Park Rangers pagava aos jogadores quando assumiu o clube. Mas, um mês depois de chegar, estava contratando Chris Samba por 12,5 milhões de Libras.

O zagueiro congolês foi muito mal no pequeno clube, onde ficou por apenas dez jogos, antes de retornar à Rússia por 12 milhões de Libras. E o QPR foi rebaixado naquele ano.

2. Andy Carrol, do Newscastle para o Liverpool, em 2011
35 milhões de Libras (R$ 171,5 milhões)

Após impressionar pelo Newcastle, onde surgiu, Carrol chamou a atenção do Liverpool no último dia da janela de 2011. Ganhou dos vermelhos a camisa 11, que havia sido de Fernando Torres.

Mas o jogador se machucou muito e pouco fez em Anfield. Fez apenas 11 gols em 58 aparições e foi por empréstimo para o West Ham. O empréstimo se transformou em ida definitiva na temporada seguinte, por metade do preço que o Liverpool pagara ao Newcastle.

1. Fernando Torres, do Liverpool para o Chelsea, em 2011
51,5 milhões de Libras (R$ 252,39 milhões)

Torres já não era o mesmo em Anfield no fim de sua passagem, sofrendo com lesões e falta de confiança. E a saída para o Chelsea em uma mega-transferência só piorou isso.

A estreia pelos azuis foi em uma derrota para o Liverpool, por 1 a 0. Em Stamford Bridge, Torres ficou 903 minutos sem balançar as redes - dois meses. Na campanha daquele ano, fez apenas um gol, contra o West Ham. Nos anos seguintes, o desempenho continuou a ser complicado.

Pessoalmente, seu período no Chelsea foi duro, com 45 gols com 172 aparições. Mas, coletivamente, foram várias conquistas: FA Cup, Champions League e Europa League - além do gol contra o Barcelona na semifinal da Champions de 2012.

Em 2014, o Chelsea sofreu para encontrar compradores para ele. Torres eventualmente se juntou ao Milan, antes de retornar para o seu primeiro clube, o Atlético de Madrid.