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Carlos Kaiser: a vida do maior jogador que 'nunca jogou bola' vira documentário

O cartaz do documentário sobre a vida de Carlos Kaiser Divulgação

Pouca gente deve conhecer a carreira de Carlos Henrique Cardoso, mas sua vida foi parar na tela do cinema e recebendo ótimas críticas desde sua primeira exibição, no Festival de Tribeca. E o título do documentário já explica o motivo pelo qual um jogador com carreira de mais de 20 anos seja pouco conhecido do público.

Kaiser: The Greatest Footballer Never to Play Football (O maior jogador que nunca jogou futebol, na tradução para o português), conta a carreira do homem que figurou elencos dos quatro grandes do Rio de Janeiro e, além de outros times cariocas, passou pelo futebol do México, Estados Unidos, França, Portugal e Argentina.

A obra, dirigida pelo britânico Louis Myles, tenta explicar como um homem que nunca foi muito habilidoso acabou sobrevivendo tanto tempo dentro do mundo do futebol, tendo como colegas de time alguns dos maiores ídolos do esporte brasileiro, como Carlos Alberto Torres, Renato Gaúcho, Ricardo Rocha, Romário, entre outros.

Carlos Kaiser aproveitou-se de uma época sem internet e com poucos jogos de futebol sendo transmitidos na TV, além de um biotipo similar ao de muitos atletas para conseguir aproveitar da vida de “boleiro”.

Seu segredo? Carlos geralmente ia para um time como contrapeso na contratação de outro jogador, assinando um contrato de experiência, mais curto. Ao chegar, seu plano era afirmar que estava fora de forma e, assim, ficar apenas no trabalho físico por algumas semanas. Quando tinha que ir para a bola, uma lesão era providencial para ganhar mais tempo.

Uma de suas ex-namoradas revelou no documentário que só o viu jogar em vídeo, com direito a um gol que ela “tem quase certeza” de que foi ele quem realmente fez.