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'Pogba ama o Brasil, curte samba e me fazia dar autógrafos com ele', revela brasileiro

A França foi campeã da Copa do Mundo pela segunda vez depois de derrotar a a Croácia por 4 a 2 , com um gol do Paul Pogba. O meio-campista francês ama o Brasil, curte samba e tem um apelido que impõe respeito, segundo conta um velho amigo.

Gladestony Estevão Paulino da Silva é volante e joga no Pro Vercelli, da Itália. Aos 24 anos, já passou por clubes como São Paulo, Internacional e Manchester United, pelo qual atuou entre 2011 e 2012, na maior parte do tempo pelo time B. Foi lá que conheceu e ficou amigo de Pogba, antes do meia, sem espaço na Inglaterra, sair para a Juventus.

"É uma felicidade imensa ter trabalhado com ele, que é meu amigo e tem a mesma idade que eu [24 anos]. Percorri muitos times na carreira e ainda não achei meu caminho, ams ele já está firmado e jogando muito bem na Juventus, também arrebentou na Copa do Mundo. É uma pessoa maravilhosa", contou Gladestony, em entrevista à ESPN.

Quando chegou à Inglaterra, o brasileiro não falava uma palavra de inglês, mas foi acolhido por Pogba, que o ajudou na hora da dificuldade.

"É um cara muito humilde, que merece demais o sucesso. Ele me ajudava com a língua, porque eu não sabia nada de inglês, e também em campo, orientava meu posicionamento o tempo todo. É um cara bem extrovertido, e, como eu sou também, a resenha comia solta (risos)", brincou.

"E ele ainda tem muito mais coisas para fazer, tem uma grande carreira pela frente", acrescentou.

Devido à sua influência em campo e entre os atletas, Pogba acabou até apelidado pelos colegas de Manchester United com o nome de um dos maiores líderes políticos de todos os tempos: o sul-africano Nelson Mandela, falecido em dezembro de 2013.

"Se você analisar, ele é até um pouco parecido com o Mandela jovem (risos). Mas o apelido veio devido ao respeito que as pessoas tinham por ele. Como sempre foi um líder, acabou caindo muito bem", observou Gladestony, que também ganhou um apelido no United.

"O Pogba me chamava de Robinho, porque, quando cheguei lá, usava cabelo igual ao do 'Rei das Pedaladas'. Naquela época, o Robinho estava jogando muito bem, estava no auge, e o Pogba me achou parecido com ele", divertiu-se o volante.

Como Gladestony não tinha carro em Manchester, precisava de carona para ir aos treinos dos "Diabos Vermelhos". Mas uma vez, quem aparecia para socorrê-lo era o francês, que o levava para o CT todas as manhãs. Com o tempo, foram ficando cada vez mais próximos. Pogba aprendeu várias palavras em português e inclusive se apaixonou pelo samba, apresentado pelo amigo brasileiro.

"Ele escutava muito samba comigo e com os gêmeos [os laterais Fábio e Rafael, ex-Fluminense]. Pior que levava jeito no batuque, era engraçado. É capaz de até hoje ele escutar de vez em quando. Apresentamos um monte de grupos, que não saiam do iPod dele", revelou.

A ligação de Pogba com o Brasil é antiga. Ele é bastante amigo de Rafaela Pimenta, advogada brasileira que é braço-direito de Mino Raiola, empresário do jogador.

'Ele me fazia dar autógrafos

Outra boa lembrança que o jogador do Pro Vercelli guarda do antigo companheiro é o bom humor do jogador da seleção francesa, como nas vezes em que ele fazia Gladestony dar autógrafos.

"Ele era tão gente boa e figura que, toda vez que ia dar um autógrafo, me fazia dar também. Na época, ele já estava ficando bem conhecido, mas quando alguém chegava pedindo autógrafo, ele me apresentava pro torcedor e perguntava: 'Você já conhece o Gladestony? Ele joga aqui com a gente! Pegue um autógrafo dele também'. Ele ajudou a espalhar um monta de camisa com autógrafo meu por aí (risos)", divertiu-se.

Pogba, aliás, não é só fã de samba como do Brasil. De acordo com o amigo brasileiro, o meia realizou um sonho de infância quando veio ao país para jogar a Copa do Mundo com a França. Durante o tempo do Mundial, Gladestony estava treinando com o Internacional e não conseguiu encontrar o ex-colega, mas quer revê-lo um dia.

"Espero um dia encontrá-lo novamente, para jogar junto ou contra. Quando ficar de frente com ele, vou até perguntar: 'E aí, ainda lembra de mim, né?'"