A novidade que mais chamou a atenção nesta Copa do Mundo foi o VAR. Polêmico, ele foi objeto de debate nas principais mesas redondas no Brasil e no planeta todo. Porém, essa não foi a única inovação que a Rússia trouxe para o torneio.
O estádio de Lujniki, palco da final entre França e Croácia, será o primeiro campo com grama sintética a receber a partida decisiva do maior torneio de seleções do futebol.
E ele não é o único. Saransk, Rostov, Kaliningrado, Samara e o Otkrytie, tapetes nos quais pisaram os principais craques da Copa, também tem em sua composição uma parcela sintética.
Para ser preciso, 5%. É pouco, mas é inédito.
O processo para criar estes gramados é feito por uma máquina, que costura os fios artificiais e os entrelaça aos naturais. Como a Rússia é um país com condições climáticas extremas, a ideia contribuiu para a melhor preservação e recuperação dos gramados.
Diferentemente do VAR, o assunto não gerou polêmica.
Aqui no Brasil, temos o exemplo do Atlético-PR, que desde 2016 usa um gramado 100% sintético - segundo o clube, a mudança causou uma economia de R$ 1,7 milhões a R$ 2,7 mi anuais com manutenção.
Quem cuida do tapete da Arena da Baixada é a GV Group, da empresa italiana Italgreen, e que segue os padrões justamente da Fifa. Neste caso, os fios tem 6 cm de altura e são compostos de polietileno monofilamentares.
Resta saber se, após a Copa do Mundo, outros clubes pelo Brasil também irão aderir à grama sintética ou seguirão com a tradição natural.
