A vida de Lucas Hernández mudou muito em 2018. Em março, o jovem defensor ainda não sabia qual país defenderia. Nascido na França, ele se mudou para a Espanha com quatro anos de idade e por isso queria vestir a camisa de ‘La Roja’, mas um problema judicial impediu a naturalização e hoje ele está com a seleção francesa na disputa das semifinais da Copa do Mundo.
“Tenho 22 anos, vivo na Espanha há 18 anos. Quando digo que eles me deram tudo a nível pessoal e futebolístico, é certo. Estudei lá e a minha carreira futebolística também foi lá (Espanha). Também falo melhor espanhol do que francês. A Espanha me deu tudo, mas isso não tira o fato da França ser o meu país”, declarou Hernández.
Além do técnico Didier Deschamps, Griezmann, companheiro do zagueiro/lateral-esquerdo no Atlético de Madri trabalhou para convencê-lo a defender Les Bleus. Após a convocação para os amistosos diante de Colômbia e Rússia, Hernández ganhou uma vaga no elenco do Mundial da Rússia.
A titularidade na seleção francesa, contudo, foi surpreendente, mas Lucas Hernández vinha com mais ritmo de jogo que Mendy, do Manchester City, que sofreu uma grave lesão no joelho e voltou no final da temporada.
Aliás, esse ritmo de jogo só ocorreu por conta da lesão de Filipe Luis, que quebrou a fíbula e deixou a posição de lateral esquerdo vaga no Atlético de Madri. O jovem francês assumiu o posto, deu conta do recado e conquistou a Liga Europa em maio.
Dois meses depois e ele pode conquistar outra taça, dessa vez da Copa do Mundo. Para isso, a França precisa derrotar a Bélgica nesta terça-feira, às 15h, em São Petesburgo.
