O duelo de quartas de final, na próxima sexta-feira, será apenas o segundo entre Brasil e Bélgica em Copas do Mundo. No primeiro, há 16 anos, em 2002, a seleção verde e amarela levou a melhor e arrancou para o pentacampeonato, mas talvez nada disso acontecesse não fosse uma “ajudinha”.
Apesar de ter tido rivais como Inglaterra e Alemanha no caminho na Coreia do Sul e Japão, o Brasil teve contra a Bélgica um de seus mais complicados adversários. E a possibilidade de derrota seria ainda mais real se o gol do belga Marc Wilmots, com o placar ainda 0 a 0, não tivesse sido anulado.
Eram 35 minutos de partida, quando Wilmots, destaque daquele time e posteriormente técnico da atual geração belga, subiu de cabeça para mandar para as redes. O árbitro jamaicano Peter Prendergast, contudo, viu falta no zagueiro Roque Júnior e anulou o tento, para a revolta europeia.
Segundo o atacante, inclusive, na volta do intervalo, o juiz reconheceu o erro e pediu desculpas depois de ter visto o replay da jogada, algo confirmado pela Fifa. "Aí já era tarde. Fiquei satisfeito porque ele foi sincero e lamentou o erro. Assim é o futebol, agora não adianta reclamar", disse.
"Mas que é chato sair dessa forma é", completou Wilmots, que, segundo a Fifa, ouviu o mesmo de Prendergast que o técnico Robert Waseige. O treinador, porém, afirmou não crer ter havido má fé ou influência de Ricardo Teixeira. "Em nenhum momento, fizemos insinuação alguma, porque não acredito nisso. Ele errou, pois todos nós erramos. Só lamento que tenha sido contra a Bélgica."
Antes do erro em 2002, Brasil e Bélgica fizeram primeiro tempo muito equilibrado, com boas chances para os dois lados – Ronaldo e Rivaldo tiveram as melhores brasileiras; e Wilmots, as belgas.
Na segunda etapa, o Brasil seguiu com dificuldades, e Marcos vinha sendo o destaque. Só que na frente, a individualidade de Rivaldo desequilibrou, com belo domínio e finalização, para fazer 1 a 0.
O placar ainda foi ampliado, já no fim, faltando quatro minutos para o apito final, com Ronaldo, que aproveitou passe de Kléberson. O volante entrou naquele segundo tempo na vaga de Juninho Paulista, em alteração que Felipão manteve para as quartas de final e foi importante para o penta.
Além daquele duelo em 2002, Brasil e Bélgica já se enfrentaram outras três vezes, todas em amistosos, com duas vitórias brasileiras e uma belga. O último jogo fora de Copas aconteceu em 1988, com triunfo verde e amarelo por 2 a 1.
