Carlos Queiroz, técnico do Irã, acredita que Cristiano Ronaldo, de Portugal, deveria ter sido expulso na sequência do lance em que atingiu um jogador iraniano com o cotovelo. Os iranianos empataram com os portugueses por 1 a 1 e estão eliminados da Copa do Mundo.
"Cotovelada é vermelho, está nas regras. Não importa se é Ronaldo ou Messi, está nas regras! É uma questão de atitude e caráter, a decisão tem de ser clara para todos", argumentou o treinador português, em conferência de imprensa.
O juiz consultou o árbitro de vídeo (VAR), mas acabou dando só um cartão amarelo para CR7.
"No VAR não há espaço para erros humanos; com um homem sozinho no campo eram aceitáveis, agora não. Como se explica um amarelo num lance claro de cotovelada?", questionou
Carlos Queiroz foi figura importante na carreira de Cristiano Ronaldo. Ele era auxiliar do técnico Alex Ferguson no Manchester United durante a passagem do astro português em Old Trafford. Além disso, comandou o atacante na seleção portuguesa entre 2008 e 2010. Ao final da Copa do Mundo da África do Sul, porém, os dois romperam relações.
"Admiro bastante Ronaldo e espero que continue a representar Portugal em muitos jogos. Espero que Portugal chegue à final e ganhe o Mundial", disse o treinador.
"Se já era simpatizante estando a competir com Portugal, agora que o Irã está eliminado ganhou mais um torcedor", contou.
Apesar disso, ele não escondeu o desencanto com o comportamento da maioria dos jogadores de Portugal no final do jogo contra o Irã.
"Tenho 36 anos de treinador… São quase 20 anos de trabalho nas duas seleções: perto de oito no Irã e 12 com Portugal. Vinte anos da minha vida com as duas seleções, foi um momento especial para mim. No final do jogo fui cumprimentado pelo meu amigo Fernando Santos, por Carlos Godinho e alguns jogadores. Adrien, Bruno Alves, Cédric e Beto. Não me lembro de mais nenhum, mas lembro-me de todos os jogadores espanhóis e brasileiros que me vêm cumprimentar quando jogo com eles", lamentou.
"Foram 14 anos na seleção de Portugal… Alguns deles começaram comigo com 17 anos. Uns passaram por mim para a cabine, outros vieram abraçar-me".
Carlos Queiroz recebeu uma proposta de renovação de contrato com a seleção até 2020, mas adiou o anúncio de sua decisão para depois da Copa do Mundo. "É verdade, mas eu disse que chegaria a hora de falar. Agora era a hora de pensar sobre o presente", concluiu.
