A Argentina tem uma missão dificílima se quiser se classificar na Copa do Mundo: pular da lanterna para a segunda posição do grupo em um jogo. E a tensão que envolve a equipe só cresce.
A três dias da partida decisiva contra a Nigéria, a pressão sobre o técnico Jorge Sampaoli é tamanha que o maior jornal do país, o Clarín, definiu o clima como semelhante ao de um “Golpe de Estado”.
A matéria elenca uma série de possíveis motivos que podem estar contribuindo para a crise, desde um atrito entre treinador e jogadores, passando por um movimento da Federação Argentina de Futebol (AFA) para que o comandante demita-se, até motivos políticos que extrapolam a esfera do futebol para derrubar o presidente da AFA, Claudio Tapia.
O jornal revela uma reunião entre Tapia e Sampaoli nos últimos dias na qual o dirigente tentou amenizar a tensão, avisando que o técnico não tem seu cargo ameaçado. Uma fonte não identificada teria dito que “enquanto dizem tanto ‘bla, bla, bla’, nós (da Federação) estamos jantando como se nada estivesse acontecendo”.
A reportagem cita áudios e mensagens de whatsapp, dentre eles um com a voz do ex-jogador Ricardo Giusti. Ele teria falado com Jorge Burruchaga (diretor da seleção e especulado como possível substituto de Jorge), que revelou que os jogadores já teriam avisado presidente e técnico que eles escalariam a equipe e até que “tanto faz” se o treinador fosse ou não para o banco de reservas na partida.
O jornal diz que fontes confirmaram a voz como de Giusti, que por sua vez negou.
Outro fato relevante citado é uma suposta discussão acalorada entre Javier Mascherano e Wilfredo Caballero, na qual o ex-Barcelona teria xingado o goleiro por falhar no primeiro gol. O caso envolveu outros jogadores do elenco e por pouco não terminou em briga.
Finalmente, o jornal ainda alerta que, dentro deste contexto, é difícil discernir a verdade e fábula. Contudo, o que é certo é que as divergências futebolísticas entre Sampaoli e jogadores desgastaram completamente a relação no vestiário.
