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O segredo do México: muitos tacos e tortillas, mas sem carne mexicana

Um dos segredos do México neste bom início de Copa do Mundo 2018 está na comida.

Na Rússia, os atletas foram liberados para comerem os pratos típicos de seu país, já que, segundo a nutricionista da equipe, isso ajuda até psicologicamente.

"Os jogadores querem quesadillas e tacos, e isso os ajuda mentalmente, porque os faz sentir em casa", explicou Beatriz Boullosa.

Ela conhece bem seus atletas: trabalhou com essa geração na conquista do Mundial sub-17 de 2011 e na medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2012, em cima do Brasil, em Londres. Após um hiato, voltou à seleção principal em 2015.

Ao todo, os latino-americanos levaram duas toneladas de comida à Rússia.

"Trouxemos muita comida, assim como um chef que prepara todos os pratos que os jogadores gostam. Ele faz umas tortillas divinas", exaltou a nutricionista.

Beatriz também liberou os molhos apimentados que os mexicanos tanto gostam.

"Nós fazemos um chilli bem apimentado que é delicioso, e também temos outros tipos de molho tradicionais, dos mais fortes aos mais suaves. Também trouxemos muito feijão e milho. Estamos carregados e preparados!", garantiu.

No entanto, os tricolores não puderem trazer uma coisa de seu país: carne.

Explica-se: para evitar possíveis casos de doping, a Federação decidiu conseumir só proteínas vindo de outros lugares, já que o México já teve diversos casos de contaminação pela substância Clembuterol, um hormônio de crescimento usado no gado e que é considerado proibido pela Wada (Associação Mundial Antidoping).

O Clembuterol é visto no mundo do esporte como uma substância melhoradora de performance, já que aumenta a massa muscular e reduz a gordura corporal. Na pecuária, apesar de proibida em muitos países, é usada em vacas, carneiros, cabras, frangos e suínos.

Nos últimos anos, a Wada fez diversos alertas quanto ao consumo de carne vinda do México e da China, dois países que usam esse hormônio em seus animais. O consumo desse alimento pode contaminar os atletas por tabela.

Vários atleta de El Tri, inclusive, já passaram por essa experiência infeliz. Em 2011, por exemplo, cinco jogadores da seleção testara positivo para Clembuterol, inclusive o goleiro Guillermo Ochoa, atual titular da seleção.

E não é só no futebol: recentemente, o boxeador Canelo Álvarez, um dos maiores nomes da modalidade, também foi flagrado pela substância proibida e teve que adiar sua revancha contra Gennady Golovkin.

Bem alimentados, os jogadores do México encaram a Coreia do Sul neste sábado, às 12h (de Brasília), em Rostov, pela 2ª rodada da fase de grupos da Copa-2018. Uma vitória, somada a um empate entre Alemanha e Suécia, garante os comandados de Juan Carlos Osorio nas oitavas de final.