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Como handebol inspira técnico da Suécia, possível algoz da Alemanha, na Copa do Mundo

A Suécia tem outra chance gigantesca em suas mãos neste sábado, às 21h de Sochi (15h de Brasília), pela segunda rodada do grupo F da Copa do Mundo: eliminar a atual campeã, Alemanha. Outra, no caso, porque a equipe azul-amarela já deixou para trás na repescagem das eliminatórias europeias "só" a Itália, quatro vezes detentora do título.

Sob seu comando, um técnico que fez história dentro do futebol local e tem como fonte de inspiração um treinador... de handebol.

Janne Andersson, de 55 anos, nasceu em Hamstad e teve uma carreira de jogador que durou de 1979 a 1993, atuando apenas por equipes suecas. Ele chegou a ser atleta-técnico do Alets IK (de sua cidade-natal) na temporada 1988/89, mas foi mesmo para o banco de reservas após a aposentadoria.

À frente somente de times da Suécia, ele chegou ao ápice em 2015, quando levou o IFK Norrkoping ao título nacional após 26 anos, superando o Malmo (então campeão) fora de casa na última rodada. Na temporada seguinte, ficou com a terceira colocação na Allsvenskan (a elite do futebol sueco).

Após a péssima campanha na Euro (um empate e duas derrotas), a seleção da Suécia viu o fim da era Erik Hamren e resolveu apostar em Janne Andersson.

A seleção nórdica acabou na segunda colocação do grupo A, atrás da França e com a mesma pontuação da Holanda - mas levou a melhor no saldo de gols. Na repescagem, ganhou a ida por 1 a 0 em casa e levou o drama dos italianos até o San Siro: empate sem gols e classificação à Rússia carimbada.

Um figura até agora pouco conhecida, porém, guarda uma história interessante quanto a uma de suas inspirações para se tornar técnico.

Janne Andersson teve como professor de educação física Bengt Johansson, um dos maiores nomes do esporte olímpico da Suécia. Por 16 anos (1988-2004), ele comandou a seleção masculina de handebol do país, a quem levou ao topo do mundo.

Com seus Bengan Boys, Johansson conquistou dois Mundiais (1990 e 1999), quatro Europeus (1994, 1998, 2000 e 2002) além de três medalhas olímpicas de prata (1992, 1996 e 2000).

"A forma como ele conduziu o time e os jogadores e deixou outros chegarem e crescerem, além da liderança, eu aprendi com Bengan", revelou Janne Andersson ao jornal Sport Bladet em 2015.

"Ele é um dos meus poucos modelos", admitiu.

Bengt Johansson brincou com seu antigo pupilo na época do título sueco pelo IFK Norrkoping.

"Janne era muito atlético. Ele gostava especialmente de jogar futebol e ficar com a bola por muito tempo às vezes. Queria para ele. Mas o Norrkoping solta a bola melhor hoje", disse o consagrado ex-técnico de handebol.