5 de fevereiro de 2015. Ali, Cristiano Ronaldo chegava aos 30 anos. De lá até hoje, 1232 dias se passaram. A mudança de dezena pode causar calafrios para alguns, o chamado "peso da idade", no dito popular. Mas, depois que assoprou a velinhas, o craque português provou o contrário.
Ronaldo nunca foi tão bom, e os 30 anos caíram perfeitamente para o "gajo". Depois daquela data festiva em 2015, a média de gols passou de 1 por jogo por Portugal e Real Madrid.
A faro artilheiro de Ronaldo impressiona, especialmente pela seleção. Ele turbinou o aproveitamento pelo time nacional nos mais de 3 anos que se passaram desde a data simbólica, de acordo com levantamento do SIG, o grupo de estatísticas da ESPN.
No caminho rumo à Copa da Rússia, Ronaldo foi o líder na campanha da Eurocopa em 2016, com a conquista do título inédito para Portugal.
Até o momento, são 85 gols pela seleção, principal artilheiro da história, deixando para trás Pauleta, com 47, e a lenda Eusebio, 41. O gol que deu a vitória contra Marrocos o colocou como o europeu com mais gols na história, superando os 84 outra lenda, Ferenc Puskás, que atuou por Hungria e Espanha. Mais: em 2 jogos na Copa da Rússia, anotou 4 gols, superando os 3 que havia feito nos três Mundiais anteriores (13 jogos em 2006, 2010 e 2014).
O rendimento depois dos 30 também é absurdo pelo Real Madrid. O fator fundamental para isso foi a chegada do técnico Zinedine Zidane, que comandou entre 4 de janeiro de 2016 a 31 de maio deste ano. Com o francês, Ronaldo passou a ser poupado de uma série de partidas, sendo preservado para os jogos que, de fato, importavam. Para um jogador que depende da explosão física, isso se tornou fundamental.
A estratégia deu resultado. Mesmo que os números com o Real tenham caído – vale dizer que ele mantém a surreal média de mais de 1 gol por jogo depois dos 30 –, o fator Zidane fica evidente nos títulos. Três taças da Champions League nas levantadas nas três últimas temporadas dizem por si só, apenas para contabilizar o maior torneio de clubes do planeta.
A cereja no bolo, com o perdão do trocadilho, fica na média de gols somando os números por Portugal e Real antes e depois dos 30.
Peso da idade? Que nada. Ronaldo prova que há vida futebolística depois dos 30. E com gols, muitos gols.
