Poucos momentos representam tanto a emoção de uma Copa do Mundo como os hinos nacionais. Minutos antes da batalha dentro de campo, cada nação se reúne com toda sua gente em torno de uma melodia e uma letra.
O hino traz uma história, uma cultura, um sentimento. E o fã de esporte fica por dentro de todos eles no ESPN.com.br!
Conheça os hinos do Grupo H:
Polônia
O hino da Polônia conta uma importante história para a existência do país. No fim do século XVIII, a nação foi repartida entre três outras potências europeias e deixou de existir no mapa. Nessa época, o nome do general Jan Henryk Dabrowski foi fundamental.
Ele convenceu a França de Napoleão a apoiar a causa polonesa e serviu o general francês nas terras da Itália durante as "Guerras Napoleônicas", criando as Legiões Polonesas com soldados exilados.
Josef Wybicki, amigo de Dabrowski, escreveu em 1797 uma letra que serviu de inspiração às tropas. Posteriormente, ela foi declarada o Hino Nacional da Polônia, com os seguintes versos: "Marche, marche, Dabrowski. Das terras italianas para a Polônia. Sob o seu comando reuniremos a nossa nação!"
Letra:
A Polônia não morrerá,
Enquanto nós vivermos,
Do que nos privou a violência estrangeira,
Nós vamos recuperar com o sabre.
Marche, marche, Dabrowski
Das terras italianas para a Polônia,
Sob o seu comando
Reuniremos a nossa nação.
Marche, marche, Dabrowski
Das terras italianas para a Polônia,
Sob o seu comando
Reuniremos a nossa nação.
Cruzaremos o Vístula, cruzaremos o Warta.
Seremos polacos.
Bonaparte nos deu o exemplo
De como devemos prevalecer.
Marche, marche, Dabrowski
Das terras italianas para a Polônia,
Sob o seu comando
Reuniremos a nossa nação.

Japão
O hino do Japão, conhecido como Kimigayo, tem sua letra datada do século IX, retirada de um poema da obra Kokinshu. A curiosidade do hino fica por conta do seu pequeno tamanho: apenas cinco versos! Além de ser um dos menores do mundo, também é um dos mais antigos.
A melodia oficial foi escolhida apenas em 1881, um milênio depois.
Letra:
Que o reinado feliz do Imperador
Dure por 10 mil anos
Até o que agora são seixos
Transformem-se, unidos, em rochedos poderosos
Cujos lados veneráveis o musgo cobre.

Senegal
O hino de Senegal traz várias imagens que representam o país, como o 'Leão Rubro' (presente no emblema da Federação Senegalesa de Futebol), domador das selvas da África Mãe.
Chamada de Pincez Tous vos Koras, Frappez les Balafons, a letra cantada em francês cita também instrumentos típicos do local, como os Koras e os Balafões. Existe também uma versão não oficial na linguagem local, o Wolof.
Letra:
Todos toquem vossos ‘koras’, soem os ‘balafões’,
O leão vermelho rugiu,
O domador da savana.
De um salto lançou-se,
Dissipando as trevas,
Luz do sol nos nossos temores,
Luz do sol na nossa esperança.
De pé, irmãos! Eis a África unida!
Fibras do meu coração verde.
Ombro a ombro, meus mais que irmãos.
Ó senegaleses, de pé!
Uníssonos ao mar e às fontes,
Uníssonos à estepe e à floresta.
Saúdam a mãe África!

Colômbia
O hino da Colômbia foi escrito por um presidente: Rafael Nuñez, ainda no século XIX. A melodia, por outro lado, foi composta por um gringo: o italiano Oreste Sindic, que se apresentava em Bogotá. Apesar do país ter uma oficial separação entre Igreja e Estado, a letra cita o Cristianismo por meio do seu último verso: "Do que morreu na Cruz".
Letra:
Ó, glória imarcescível.
Ó, júbilo imortal.
Em sulcos de dores,
O bem germina já.
O bem germina já.
Ó, glória imarcescível.
Ó, júbilo imortal.
Em sulcos de dores,
O bem germina já.
Cessou a horrível noite.
A liberdade sublime,
Derrama as auroras
De sua invencível luz.
A humanidade inteira,
Que entre correntes geme,
Compreende as palavras
Do que morreu na Cruz.
