A Coreia do Sul terá pela frente uma batalha para poder passar de fase no grupo F da Copa do Mundo, o mesmo de Alemanha, México e Suécia. Para alguns dos convocados, literalmente...
No atual elenco chamado pelo técnico Shin Tae-yong para integrarem os 23 na Rússia, três tiveram de ser liberados do serviço militar para poder viajar ao país europeu e tentar levar os asiáticos a, quem sabe, um resultado parecido com 2002, quando terminaram na quarta colocação.
O lateral-esquerdo Hong Chul, o meia Kim Min-Woo e o volante Ju Se-Jong estavam recrutados antes da convocação e obtiveram a permissão do governo.
Os dois primeiros atuam no Sangju Sangmu, enquanto o último joga pelo Asan Mugunghwa, ambos clubes que pertencem aos governos de Sangju e Asan, respectivamente, além das bases militares das mesmas cidades.
Na Coreia do Sul, o Exército é obrigatório para todos os homens, inclusive esportistas, antes de se completar 28 anos. O período é de 21 meses e só "escapa" aquele que consiga um êxito de reconhecido prestígio no país.
"Quero demonstrar uma mentalidade de soldado em campo, sou um privilegiado", comenta Kim Min-Woo, que é seguido pelo companheiro Hong Chul. "Na guerra, ou você mata ou morre. A Copa do Mundo é como uma guerra e me prepararei como se assim fosse".
"Sei que nossos antecessores foram muito bem nos últimos mundiais. Esperamos seguir assim", completou Hong.
A estreia sul-coreana está marcada para as 9h (de Brasília) desta segunda-feira, contra a Suécia, em Nizhny Novgorod.
