Lionel Messi fez, no empate em 1 a 1 com a Islândia, seu 16º jogo em Copa do Mundo. Incluindo o pênalti perdido, o craque argentino finalizou 11 vezes ao gol neste sábado e não conseguiu balançar as redes. Piorou assim, sua média no torneio, que já era bem inferior ao restante de sua carreira.
Segundo estatísticas do Trumedia, banco de dados exclusivo dos canais ESPN, Messi precisa chutar 13 vezes em Mundiais para fazer um gol. Foram 65 finalizações para resultar em só cinco tentos.
No Campeonato Brasileiro, por exemplo, atacantes que tem desagrado suas próprias torcidas têm números melhores. Henrique Dourado, o Ceifador, do Flamengo, chutou 12 vezes para fazer três gols, um a cada quatro. Já Gabigol, do Santos, tem 32 finalizações e quatro gols, um a cada oito.
Considerando toda sua carreira, Messi precisa de menos da metade das finalizações que necessita em Copas para marcar: são cinco tiros para cada gol, também segundo o Trumedia.
E, em Copas, inclusive, o camisa 10 tem aproveitamento melhor de seus chutes, acertando mais o gol. Nos Mundiais, seu aproveitamento é de 38% de tiro no alvo, enquanto, na carreira, 46%.
Contra a Islândia, Messi fez sua partida com o maior número de finalizações em Copas, tendo acertado o gol em três dos 11 chutes – outros três foram para fora e cinco foram bloqueados.
Curiosamente, Messi estreou em Mundiais com 100% de aproveitamento, em 2006, contra a Sérvia, em jogo que saiu do banco, deu uma finalização apenas e marcou um gol na goleada de 6 a 0.
Sempre rival do argentino, Cristiano Ronaldo, por sua vez, começou a Copa de 2018 com um hat-trick, no empate em 3 a 3 com a Espanha. E, para fazer os três gols, chutou apenas quatro vezes.
