Pela terceira vez em cinco jogos do Egito em Copa do Mundo, a seleção africana deixou o campo sem marcar um gol sequer. Atrás da primeira vitória na história e também da vaga para as oitavas, uma peça parece fundamental: Mohamed Salah.
No dia do aniversário de 26 anos do craque do Liverpool e da seleção egípcia, o atacante assistiu do banco de reservas a derrota por 1 a 0 para o Uruguai, na estreia de ambas as seleções na Copa do Mundo da Rússia.
Ainda recuperando-se de lesão no ombro, sofrida na final da Uefa Champions League, Salah é esperado para o segundo jogo do Mundial, contra os anfitriões russos, na próxima terça-feira. Após a goleada da Rússia sobre a Arábia Saudita, o jogo em São Petersburgo terá caráter de “vida ou morte” para os egípcios, já que até um empate não será um resultado interessante.
A importância de Salah para sua seleção é mais do que clara. O ataque egípcio passou em branco em cinco dos quatro jogos que fizeram sem o atacante em 2018, e a última vitória do Egito aconteceu em outubro, quando Salah marcou duas vezes nos 2 a 1 contra o Congo em jogo que confirmou a classificação para o Mundial.
Na fase final das Eliminatórias Africanas para a Copa de 2018, Salah participou de 7 dos 8 gols marcados pela seleção. Na única vez em que um gol não foi marcado ou teve assistência do craque foi no empate em 1 a 1 contra Gana, quando Salah nem no banco ficou.
Antes da Copa começar, as chances do Egito chegar às oitavas eram de 35%, de acordo com o SPI, Soccer Power Index, índice matemático que calcula previsões esportivas, cortesia do FiveThirtyEight, parceiro da ESPN. Depois da primeira rodada, caiu para 9%.
