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Há 6 anos, ele jogava em time amador e pediu emprego pelo Twitter; agora, é titular em final de Champions

Quando entrarem em campo para fazerem a grande final da Uefa Champions League neste sábado, a partir das 15h45 (de Brasília), os jogadores de Liverpool e Real Madrid vão colocar em ação também suas histórias de vida, de superação para estarem ali.

Mas Andrew Robertson, em particular, pode se gabar de ver tudo mudar em questão de pouquíssimo tempo.

Hoje titular absoluto da lateral-esquerda dos Reds, o escocês de 25 anos sequer imaginaria estar dentro do gramado do Wanda Metropolitano na decisão do principal torneio de clubes do planeta.

Há sete anos, quando tinha só 18 anos, Robertson estreava pelo Queen's Park F.C., time amador de Glasgow, maior cidade da Escócia, que atualmente joga a terceira divisão do campeonato local.

Apesar de demonstrar bom futebol junto com seus companheiros então na quarta divisão - no mesmo ano em que o Rangers lá atuou após declarar falência -, o lateral sofria com os maus pagamentos de sua equipe e via-se sem dinheiro para ajudar a família.

Desesperado, o atleta chegou até a recorrer ao Twitter para tentar conseguir um novo emprego cujo salário fosse melhor.

"A vida nesta idade é um lixo sem dinheiro. #PrecisoDeUmEmprego", escreveu.

Andy Robertson, contudo, não desistiu do sonho e seguiu atuando por mais uma temporada no Queen's Park, até que, em 2013, foi achado pelo Dundee United, que costumeiramente disputa a primeira divisão escocesa.

Rapidamente ele foi galgando espaço no time titular, mesmo muito jovem, e viu o Hull City, então na Premier League, gastar dinheiro pelo seu futebol pela primeira vez na carreira - 3,2 milhões de libras. Dinheiro de pinga para o que o Liverpool, só três anos depois, despendeu para tê-lo em seu elenco: 8,1 milhões.

E, se hoje está entre os 11 titulares de Jürgen Klopp, o jogador teve de esperar durante toda a metade da temporada no banco de reservas, já que em seu lugar jogava o espanhol Alberto Moreno.

"Me sinto em casa agora, o que demorou um pouco para acontecer. Agora, estou feliz por estar aqui e espero que possa continuar jogando bem", comentou o jogador em fevereiro, em entrevista ao jornal Liverpool Echo.