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Palmeiras aprova mudança para mandato de 3 anos, com uma reeleição

Uma votação no Conselho Deliberativo do Palmeiras nesta terça-feira teve como grande resultado a aprovação do mandato de três anos para o presidente do clube, com a opção de reeleição. Entre os 224 conselheiros que votaram - são 280 aptos para tal responsabilidade -, 143 foram a favor, 79 contra e houve duas abstenções.

Foi definido também que a alteração valerá já na próxima eleição. Ou seja, quem ganhar em dezembro deste ano presidirá o clube pelo próximo triênio.

De qualquer forma, tudo ainda precisa ser aprovado pelos sócios em julho.

Atualmente, o "Verdão" tem período de dois anos, com possibilidade de uma reeleição - o Internacional é outro clube que adota o mesmo modelo.

Havia duas propostas de mudança: mandato de três anos com possibilidade de uma reeleição (como boa parte dos clubes brasileiros) e mandato de dois anos com possibilidade de duas reeleições.

A divisão nos bastidores era clara.

De um lado, havia o grupo que trabalhou para ampliar o mandato para três anos. Esse bloco foi formado principalmente pelo atual presidente, Maurício Galiotte, e pela conselheira Leila Pereira, dona da Crefisa/FAM e que se tornou atualmente uma das pessoais mais influentes do clube. Ainda há outros apoiadores, como o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e também Seraphim Del Grande, presidente do CD.

De outro lado, existe um grupo que tentou manter o mandato em dois anos. Este time foi encabeçado principalmente pelo ex-presidente Mustafá Contursi, e contou também com Arnaldo Tirone (ex-presidente), Afonso Della Monica (ex-presidente) e Roberto Frizzo (ex-vice-presidente), entre outros nomes da política palmeirense.

Afastado dos bastidores do clube deste que deixou a presidência, no final de 2016, o ex-presidente Paulo Nobre não demonstrou posição pública sobre o tema e nem compareceu para votar nesta segunda-feira. Conselheiros ligados a ele, no entanto, votaram a favor da manutenção do sistema de dois anos.

A mudança no estatuto também permite a Leila Pereira candidatar-se à presidência já em 2021.

A empresária nega que tenha intenção de ser presidente do clube, apesar de, na semana passada, ter organizado um jantar chique para conselheiros, diretores e sócios do Palmeiras em um hotel cinco estrelas em São Paulo, no qual defendeu a alteração do mandato para três anos.

A votação da mudança do estatuto estava parada desde 2013 e foi retomada por Galiotte, que tinha o tema como uma das linhas de frente de sua campanha. No final deste ano, ele deve concorrer à reeleição contra Genaro Marino, um de seus vices. Apesar disso, nenhuma chapa está inscrita até o momento.