A Copa do Mundo vai começar em um mês e todas as 32 seleções estão se preparando para levantar a taça na Rússia. Pensando nisso, o ESPN FC elaborou uma previsão de todas as equipes antes da abertura do evento, em 14 de junho. Encontre todos os países aqui e divirta-se!
Quem é quem
Capitão: Sergio Ramos
Técnico: Julen Lopetegui
Apelido: La Roja
Ranking da Fifa (em 12 de abril de 2018): 8
Como se classificou
A Espanha partiu para a qualificação no grupo G das eliminatórias europeias com 9 vitórias e 1 empate em seus 10 jogos, nos quais marcaou 36 gols e tomou apenas 3. Lopetegui também usou as partidas para estreias, incluindo Marco Asensio, do Real Madrid, e Saúl Ñíguez, do Atlético de Madrid, com o núcleo principal que herdou de seu antecessor Vicente Del Bosque. O desempenho de destaque foi no embate crucial contra seus rivais do Mediterrâneo, a Itália: em setembro passado, no Bernabéu, Isco, o meia do Real, fez dois gols em uma vitória incontestável por 3 a 0.
Pontos mais fortes

A maior força da Espanha durante todos os seus anos de glória de 2008 a 2012 foi um estilo baseado na posse da bola, o que lhe permitiu dominar jogos e torneios internacionais de uma forma nunca antes vista. Lopetegui adotou este estilo para as condições atuais, renovando seu vigor ao exigir a reconquista da bola imediatamente quando a perderem, mas as chances de sucesso de seu time na Rússia ainda vão depender de eles usarem a posse da bola para dar uma canseira nos oponentes.
Os meio-campistas veteranos Sergio Busquets, Andres Iniesta (na foto acima) e David Silva serão mais uma vez fundamentais para esse método , e suas experiências (tanto positivas quanto negativas) em torneios anteriores serão de grande utilidade na Rússia.
Pontos mais fracos
O maior problema da Espanha até suas mais recentes decepções foi a incapacidade de transformar todo o domínio de território e de posse de bola em gols. O time de Lopetegui tem quase certeza de que terá o maior tempo de posse de bola em todos os seus jogos na Rússia - mas não que essa vantagem seja decisiva.
A contínua falta de um centroavante titular permanece o maior problema antes do torneio. Diego Costa, Álvaro Morata, Rodrigo Moreno e Iago Aspas jogaram todos no ataque, mas todos deixam dúvidas sobre sua adequação para o papel. Marco Asensio foi experimentado como um “falso 9”, algo que pode se repetir na Copa.
Estrela
Agora com 34 anos, Iniesta continua o talismã do meio campo da Espanha, com Lopetegui confiando nele como o sucessor a seu ex-colega Xavier Hernández. Autor do gol do título em 2010, Iniesta ainda tem habilidade de controlar o ritmo e a forma do jogo e já está deixando saudades na torcida do Barcelona: o meia anunciou, recentemente, que vai se despedir da equipe da Catalunha ao fim da temporada.
Este também será um torneio internacional final para "Don Andres", que provavelmente não jogará o tempo todo, mas cuja influência dentro e fora do campo ainda será enorme. Mais saudades à vista?
Provável escalação

Opinião
"Uma nova equipe?," escreveu o editor do AS Alfredo Relano, após obter a classificação.
"Não, ainda é a nossa antiga, a que Luis Aragonés construiu, Del Bosque manteve por tanto tempo e que começou a fazer progressos incríveis com algumas substituições. Agora é a vez de Lopetegui substituir alguns pedaços, mas a equipe continua a mesma."
Lopetegui está fazendo um excelente trabalho tático, de consideração e usando a passagem do tempo em seu benefício. A Espanha ainda está produzindo jogadores e ele sabe quando trazê-los."
O que dizem os números

Previsão
A vitória por 3 a 0 sobre a Itália nas eliminatórias convenceu os torcedores e especialistas de que a Espanha estava "de volta" e tinha uma chance real de ir até a final deste ano. A equipe de Lopetegui tem, no mínimo, tanto talento e experiência quanto qualquer outro país no torneio. Se eles se conectarem, podem jogar em um nível acima de todos os seus oponentes em potencial, incluindo Portugal, de Cristiano Ronaldo, rival na primeira fase, e possivelmente Argentina nas quartas de final e a atual campeã Alemanha na semi. Tem sido um caminho cheio de altos e baixos para La Roja na última década, mas eles parecem prontos para voltar ao topo e enviar Iniesta, Ramos, Piqué e companhia para a aposentadoria internacional com a medalha de vencedor.
