Mãe de Guerrero diz que atacante está 'destroçado' por não ir à Copa e fala em complô

O atacante Paolo Guerrero, da seleção do Peru e do Flamengo, está "destroçado" após saber que não poderá disputar a Copa do Mundo da Rússia, afirmou nesta segunda a mãe do atleta, Petronila Gonzáles, conhecida como "Dona Peta".

Dona Peta está no Brasil com o jogador e afirmou à emissora RPP Notícias que a suspensão por 14 meses por doping imposta nesta segunda-feira pela CAS (Corte Arbitral do Esporte) é um "golpe baixo", especialmente depois de seu filho ter voltado a jogar.

"Logo depois de ele começar a jogar ele sofreu um golpe malvado", disse, sobre a nova punição ao filho anunciada nesta segunda.

Muito popular no Peru, Dona Peta afirmou existir um "complô" contra seu filho. Segundo ela, fariam parte do esquema o veterano atacante Claudio Pizarro e alguns dirigentes da FPF (Federação Peruana de Futebol).

A mãe do jogador ainda disse que não teme ser processada ou presa pelas declarações. Para a mãe de Guerrero, o filho teve uma carreira irrepreensível que foi manchada com essa punição.

A suspensão foi anunciada horas depois de o atacante participar de uma sessão de fotos da FPF após ter sido incluído na pré-lista de convocados do Peru para o Mundial.

"Ele é um menino que saiu de baixo e agora eles o trouxeram de volta para baixo", lamentou.

Guerrero testou positivo para doping por benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, em um exame realizado depois de uma partida contra a Argentina, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo.

A Fifa puniu Guerrero inicialmente com um ano de suspensão, que passou a valer no dia 3 de novembro de 2017, mas o Comitê de Apelações da entidade reduziu a punição por seis meses ao considerar que apesar de o jogador ter tido certo grau de negligência isso não era significativo.

O atacante não concordou com a decisão e recorreu ao CAS para ser inocentado. A Wada (Agência Mundial Antidoping), porém, entrou como parte interessadas na ação, pedindo a ampliação da punição para pelo menos um ano, como prevê os regulamentos da entidade nesse tipo de caso.

Após a audiência realizada no último dia 3, mesmo dia que a punição de seis meses se encerrou, a CAS aceitou parcialmente o argumento da Wada e ampliou a suspensão por oito meses. Desta forma, o atacante ficará longe dos gramados até 13 de janeiro de 2019.

A CAS argumentou que ficou provado que o jogador descumpriu as regras antidoping e, apesar de não querer melhorar seu rendimento com a ingestão de uma substância proibida, agiu de maneira negligente.