O TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo), presidido por Antônio Olim, negou nesta sexta-feira o pedido de impugnação da final do Campeonato Paulista feito pelo Palmeiras. Maurício Galiotte, presidente do clube, pretende agora levar a reivindicação ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
No entendimento de Olim, o Palmeiras perdeu o prazo para pleitear a impugnação, uma vez que o requerimento deveria ser protocolado em até dois dias depois da entrada da súmula. O clube, por sua vez, considera que o prazo foi paralisado com o pedido de instauração de inquérito e passou a contar apenas após o arquivamento.
“O Palmeiras continuará no caso, vamos ao STJD. Meu compromisso é com o Palmeiras, com a camisa do Palmeiras e com o nosso torcedor. Então, vamos até as últimas consequências e vamos levar o caso ao STJD”, afirmou Galiotte, em entrevista ao Fox Sports.
O clube alviverde entende que houve interferência externa na arbitragem da final do Campeonato Paulista, vencida pelo Corinthians. O juiz Marcelo Aparecido marcou pênalti de Ralf sobre Dudu no segundo tempo, mas, oito minutos depois, cancelou a marcação.
Questionado se cogita levar o assunto à CAS (Corte Arbitral do Esporte), na Suíça, Galiotte confirmou.
“Sim, há possibilidade. O caso é muito claro, é evidente. Temos provas, há muitas contradições e evidências. É só existir boa vontade para apurar tudo que aconteceu. Então, se for o caso, sim, o Palmeiras vai até a Fifa”, declarou.
Denunciado pelo TJD por chamar o campeonato de “Paulistinha” e dizer que o torneio “estava manchado”, Maurício Galiotte reiterou sua posição. O presidente do Palmeiras adiantou que não estará presente ao julgamento e tampouco enviará um advogado para representá-lo.
“A forma com que o Tribunal vem atuando, com total falta de interesse em apurar a verdade, não merece a minha deferência”, avisou.
“Com tudo que ocorreu, aquele jogo perdeu a credibilidade. É por isso que falei Paulistinha e mantenho minha posição”, completou.
