Dono do 2º elenco mais caro da Libertadores, com um conjunto avaliado em 87,7 milhões de euros (R$ 369 milhões) pelo site Transfermarkt, o Boca Juniors-ARG era apontado como um dos grandes favoritos ao títulos da Libertadores neste ano.
No entanto, uma campanha decepcionante até agora colocou o gigante de Buenos Aires na "corda bamba" nesta quarta-feira, quando os xeneizes encaram o Junior-COL, ás 19h15 (de Brasília), fora de casa, em uma verdadeira "final" para tentar avançar aos mata-matas.
Até o momento, o elenco comandado por Guillermo Schelotto somou apenas 5 pontos em quatro jogos, o que dá 41,7% de aproveitamento: uma vitória (sobre o Junior, em casa), dois empates (com Palmeiras, fora, e Alianza Lima, em casa) e uma derrota (Palmeiras, em casa).
O Junior, por sua vez, começou muito mal, mas vem em recuperação. Após começar sua campanha perdendo em casa para o Palmeiras e fora para o Boca, o time colombiano venceu o Alianza Lima duas vezes seguidas e chegou aos 6 pontos, passando os xeneizes.
Ou seja: a partida desta quarta-feira é um jogo de vida e morte para os dois times.
Se perder em Barranquilla, o Boca Junior será verá o Junior disparar para 9 pontos e não conseguirá mais alcançar os colombianos. Com isso, será eliminado da Libertadores ainda na 5ª rodada, restando como única consolação buscar uma vaga na Sul-Americana em 3º lugar.
Se empatar, segue tudo igual para a última rodada, quando os argentinos receberão o já eliminado Alianza Lima em La Bombonera, enquanto o Palmeiras jogará contra o Junior no Allianz Parque. O Boca precisará ganhar e torcer para os alvirrubros perderem em São Paulo.
Já se ganhar, o pentacampeão da Libertadores dá um grande passo para a classificação. Nessa condição, até mesmo um empate ou uma derrota na última rodada garantem a ida às oitavas, desde que o Junior não vença o líder Palmeiras fora de casa.
O Boca não cai na fase de grupos do torneio da Conmebol desde 1994, quando ficou em último lugar do fortíssimo grupo 2, que terminou com Vélez Sarsfield em 1º lugar, Cruzeiro em 2º e Palmeiras em 3º. À época, os três melhores avançaram aos mata-matas.
O clima entre os atletas argentinos, porém, não parece ser dos melhores, apesar do clube estar muito próximo do título do Campeonato Argentino. A derrota em La Bombonera para o "Verdão", na semana passada, fez alguns jogadores sofrerem críticas, e a tensão está no ar.
"Contra o Junior será uma partida difícil, quase eliminatórias. Mas, se ganharmos, entramos de cabeça na Libertadores", disse o volante Pablo Pérez.
"Nós temos que ser fortes e juntar todas as nossas energias para esta partida. Mas, se formos mal, temos que ser fortes também no resultado negativo. Se perdermos, temos que pensar no bicampeonato (do Argentino), que está na porta e que temos que ganhar", salientou.
